Friday, December 11, 2009

Teorias da Conspiração

Ora bem, intrigada pela posição céptica de um amigo na questão omnipresente que é o alegado aquecimento global e nas expectáveis alterações climáticas, ando a ler umas coisas e outras. Tudo muito convincente, mas acima de tudo, complexo, tanto de um lado como do outro. Mas o que me elucidou (até certo ponto, uma vez que a questão é realmente acreditar no que uns ou outros dizem), foi o artigo de Daniel Zubreski com o apelativo título "A Falácia Catastrofista". Então é assim:

  • lá para as páginas 50's, diz-se que as temperaturas globais do planeta aumentaram em média 0,5ºC desde a segunda metade do século XIX;

  • o período em que as T's mais aumentaram foi de 1850 a 1940, época em que a actividade industrial era praticamente inexistente, comparada à de hoje;
  • após a II Guerra Mundial, houve um boom económico, mas a T global diminuiu; só após 1970 volta a aumentar, coincidindo com a recessão económica do choque petrolífero; ora bem, isto é o oposto de tudo o que os líderes e medias mundiais regurgitam - especialmente Al Gore;

  • estudos de Ian Clark defendem que a T registada de milhões de anos (em registos fósseis) lidera as oscilações, em relação à concentração de CO2, com 800 anos de avanço, ou seja, este é influenciado por aquela e não o contrário;


  • o CO2 é um gás produzido pela Natureza, não poluente, pois sem ele a vida não seria possível;

  • segundo John Christy, a quantidade de CO2 produzido pelo Homem estará na casa de um dígito percentual; as erupções vulcânicas libertam mais CO2 que todas as actividades humanas juntas; depois dos vulcões, as maiores fontes de CO2 são os oceanos, depois as florestas, que quando deitadas abaixo o libertam, as térmitas, as bactérias e, numa pequena percentagem, o Homem;

  • quanto à questão do alegado AG, Piers Corbyn, demonstrou a relação entre a actividade solar e a T planetária; Eigil Friis-Christensen constatou a relação entre a actividade solar acentuada e aumento da T planetária até 1940; nas quatro décadas seguintes, as T's baixaram, tal como a actividade solar; novo aumento da actividade solar traduziu-se em novo aumento da T planetária;
  • as nuvens também interferem na T do planeta - Nir Shaviv comprovou a relação;

  • agora o tão citado "modelo climático" do IPCC: supor que computadores são capazes de reproduzir a complexidade do mundo natural, em todas as suas variáveis, para então isolar uma delas - o CO2 - e determinar a sua parcela de influência no AG, é absurdo;

  • possue centenas de permissas, bastando uma estar errada para a previsão não ser correcta;
  • coloca um aumento anual de CO2, em 1%, quando tem sido de 0,49% nos últimos 10 anos e 0,42% nos dez anos anteriores.

E agora?

Agora só me resta aprofundar ainda mais esta questão, especialmente a crente. Sendo assim, o mais provável é eu voltar ao assunto neste inutilíssimo blog.


Saudações ambientais.

4 comments:

Bruno said...

Numa discussão em participei a certa altura escrevi em forma de conclusão:

O gás que mais contribui para o efeito de estufa é a água com uns 95%, o carbono coitado...

As emissões de CO2 com causa antropogénica é ridícula em comparação com as emissões totais no planeta...

Juntando os dois parágrafos acima se compreende a contribuição ínfima do CO2 libertado por Nossa causa.

Imagina agora as quantidades de CO2 que se discute com as "Copenhagas"... são porções infinitesimais!!! Somos uma formiga a provocar o aquecimento global.

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Mas o mais importante de tudo não é propriamente este assunto, mas porque motivo existe estas cimeiras. Quais são mesmo os interesses a ser discutidos.

Nia said...

Quais, quais?

;)

Bruno said...

O que se estava a fazer no COP15 nada tinha a ver com o clima. Ali, em volta de negociações sobre o direito de emitir CO2, fez-se manobras de estrangulamento económico dos países ricos aos subdesenvolvidos. Porque será que queriam tanto limitar o direito de emitição a países em desenvolvimento?...

E vai mais além da simples neocolonização (leia-se imperialismo), também se tenta criar um novo mercado que possa servir como a nova grande bolha financeira.

Enfim, se estivessem mesmo preocupados tratariam da poluição, caça e pesca excessiva, armas em urânio empobrecido... as COP15s não são mais que uma frente de guerra. Pronto, está dito.

Nia said...

Bravo, bravo!