Ufa, que títalo tão grande. Mais aqui.
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Thursday, August 23, 2012
Sunday, May 10, 2009
NG Maio 2009: Coberturas Ajardinadas
«Nas últimas décadas (...) arquitectos, construtores e responsáveis pelo planeamento urbano começaram a optar pelas coberturas ajardinadas não pela sua beleza, mas pela sua capacidade de atenuar as condições ambientais extremas, características das coberturas vulgares. (...) Em cidades como Portland (EUA), os construtores são encorajados a utilizar coberturas ajardinadas, através de reduções das taxas e de outros incentivos. Na Alemanha, na Suíça e na Áustria, a legislação obriga à instalação de coberturas ajardinadas em estruturas com uma inclinação mínima.
(...) Embora o custo médio de construção de uma cobertura ajardinada possa ser duas ou três vezes superior ao de uma cobertura convencional, é provável que se torne mais barato a longo prazo, em grande parte devido à poupança energética. A vegetação também protege a cobertura da radiação untravioleta, prolongando-lhe a vida. E requer um tipo de cuidados diferente, próximo da jardinagem de baixa manutenção.»
(...) Embora o custo médio de construção de uma cobertura ajardinada possa ser duas ou três vezes superior ao de uma cobertura convencional, é provável que se torne mais barato a longo prazo, em grande parte devido à poupança energética. A vegetação também protege a cobertura da radiação untravioleta, prolongando-lhe a vida. E requer um tipo de cuidados diferente, próximo da jardinagem de baixa manutenção.»
Friday, April 17, 2009
National Geographic Portugal Abril 2009
Austrália: «O mais árido dos continentes habitados do planeta atingiu níveis perigosos de escassez de água. (...) Embora por norma os australianos estejam habituados a enfrentar vagas de seca, a actual seca de sete anos é a mais devastadora dos últimos 117 anos com registo histórico. Para muitos, os padrões erráticos da pluviosidade trazem a marca das alterações climáticas provocadas pelo homem. (...) Inquestionável parece ser o facto "de se ter registado um aumento de três graus Celsius da temperatura nos últimos 15 anos, o que provoca níveis superiores de evaporação na nossa água. Isto é alteração climática", explica Tim Kelly, especialista australiano em ciências ambientais.
(...) Os europeus que desceram as encostas da bacia de Murray-Darling (uma vasta planície semiárida quase do tamanho conjunto de Espanha e França) foram enganados por uma sucessão de anos húmidos registada em meados do século XIX (...). Seguindo os hábitos que traziam das terras de onde eram originários, os colonos abateram cerca de 15 mil milhões de árvores. Sem perceberem as consequências da perturbação de um ciclo hidrológico bem enraizado e ao eliminar a vegetação bem adaptado às condições áridas (...).
Naquilo que parece configurar-se como um exemplo de aviso para outros países desenvolvidos, a 15ª maior economia do mundo está a aprender lições duras sobre os limites dos recursos naturais, numa época de alteração climática. O lado positivo é que poderão ser os australianos a ensinar essas lições ao resto do mundo industrializado.»
«(...) Os climatologistas que examinavam registos provenientes do fundo de lagos e do leito oceânico descobriram que, exactamente na época em que o [primeiro] império [que terá existido sobre a terra, conhecido como Acádia] soçobrou, a pluviosidade na região baixou drasticamente. Crê-se actualmente que o colapso de Acádia se ficou a dever a uma seca devastadora. Entre outras civilizações cujo desaparecimento foi recentemente atribuído a alterações de pluviosodade, contam-se o Império Antigo do Egipto, a civilização de Tiahuanacu, (...) e a civilização maia clássica, que sucumbiu no apogeu do seu desenvolvimento, aproximadamente em 800 d. C.»
«O ar quente carrega mais vapor de água (em si, um gás com efeito de estufa) e, por isso, um planeta mais quente é um planeta cuja atmosfera contém mais humidade. Por cada grau a mais de temperatura atmosférica, um determinado volume de ar perto da superfície contém aproximadamente mais 7% de vapor de água. Numa só década, entre 1996 e 2005, o número de desastres causados por cheias em terras do interior duplicou relativamente às três décadas anteriores, entre 1950 e 1980. (...) Entretanto, a ilha de Chipre encontra-se tão ressequida que, no Verão de 2008, os níveis dos seus reservatórios desceram para apenas 7%, o que obrigou a ilha a importar água da Grécia.»
«É provável que as crises de escassez de água, em especial, criem ou exacerbem as tensões internacionais. O aumento das temperaturas já está possivelmente a engrossar as fileiras dos refugiados internacionais. "Na actualidade, as alterações climáticas são um dos principais factores responsáveis pelas deslocações forçadas", afirmou António Guterres, o alto comissário das nações Unidas para os Refugiados. Elas contribuem também para os conflitos armados. Alguns especialistas associaram os combates em Darfur, que ceifaram cerca de 300 mil vidas, às alterações de pluviosidade na região (...).»
(...) Os europeus que desceram as encostas da bacia de Murray-Darling (uma vasta planície semiárida quase do tamanho conjunto de Espanha e França) foram enganados por uma sucessão de anos húmidos registada em meados do século XIX (...). Seguindo os hábitos que traziam das terras de onde eram originários, os colonos abateram cerca de 15 mil milhões de árvores. Sem perceberem as consequências da perturbação de um ciclo hidrológico bem enraizado e ao eliminar a vegetação bem adaptado às condições áridas (...).
Naquilo que parece configurar-se como um exemplo de aviso para outros países desenvolvidos, a 15ª maior economia do mundo está a aprender lições duras sobre os limites dos recursos naturais, numa época de alteração climática. O lado positivo é que poderão ser os australianos a ensinar essas lições ao resto do mundo industrializado.»
«(...) Os climatologistas que examinavam registos provenientes do fundo de lagos e do leito oceânico descobriram que, exactamente na época em que o [primeiro] império [que terá existido sobre a terra, conhecido como Acádia] soçobrou, a pluviosidade na região baixou drasticamente. Crê-se actualmente que o colapso de Acádia se ficou a dever a uma seca devastadora. Entre outras civilizações cujo desaparecimento foi recentemente atribuído a alterações de pluviosodade, contam-se o Império Antigo do Egipto, a civilização de Tiahuanacu, (...) e a civilização maia clássica, que sucumbiu no apogeu do seu desenvolvimento, aproximadamente em 800 d. C.»
«O ar quente carrega mais vapor de água (em si, um gás com efeito de estufa) e, por isso, um planeta mais quente é um planeta cuja atmosfera contém mais humidade. Por cada grau a mais de temperatura atmosférica, um determinado volume de ar perto da superfície contém aproximadamente mais 7% de vapor de água. Numa só década, entre 1996 e 2005, o número de desastres causados por cheias em terras do interior duplicou relativamente às três décadas anteriores, entre 1950 e 1980. (...) Entretanto, a ilha de Chipre encontra-se tão ressequida que, no Verão de 2008, os níveis dos seus reservatórios desceram para apenas 7%, o que obrigou a ilha a importar água da Grécia.»
«É provável que as crises de escassez de água, em especial, criem ou exacerbem as tensões internacionais. O aumento das temperaturas já está possivelmente a engrossar as fileiras dos refugiados internacionais. "Na actualidade, as alterações climáticas são um dos principais factores responsáveis pelas deslocações forçadas", afirmou António Guterres, o alto comissário das nações Unidas para os Refugiados. Elas contribuem também para os conflitos armados. Alguns especialistas associaram os combates em Darfur, que ceifaram cerca de 300 mil vidas, às alterações de pluviosidade na região (...).»
Sunday, March 22, 2009
Células Estaminais
National Geographic Portugal, Julho 2005
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O Poder de Dividir -Até Onde Devemos Ir?
«As células estaminais podem marcar o início de uma nova era da medicina, curando doenças mortais com tecidos e órgãos feitos à medida. Para já, porém, os limites da ciência e da política dividem a opinião pública.
(...) Alguns países, como a Alemanha, preocupados que o assunto resvale para o terreno escorregadio da experimentação humana à revelia da ética, já proibiram alguns tipos de investigação com células estaminais. Outros, como os EUA, impõem limites rigorosos aos financiamentos governamentais, mas permitem que o sector privado faça o que quiser. Outros ainda, como o Reino Unido, a China, a Coreia do Sul e Singapura, tornaram-se epicentros da investigação em células estaminais, disponibilizando fundos e vigilância ética para encorajar a investigação nessa área, dentro de fronteiras cuidadosamente estabelecidas.
As polémicas células são retiradas de um embrião com cinco dias, mais pequeno do que um ponto final, que não possui características individuais nem traços de um sistema nervoso. Os embriões excedentários das clínicas de fertilidade serão inevitavelmente destruídos, e as próprias células estaminais não têm capacidade para dar origem a um bebé, se implantadas no útero. No entanto, estas células não especializadas possuem a capacidade de se transformarem em qualquer tipo de tecido humano. Esta ferramenta pode ser eficaz para criar tecidos e órgãos saudáveis que permitam curar doenças mortais. (...)
Ao contrário das células estaminais adultas, aparentemente possuidoras de repertórios limitados, as células estaminais embrionárias são pluripotentes, pois podem virtualmente transformar-se em todos os tipos de células humanas.»
Sunday, March 15, 2009
Cortiça
National Geographic Portugal, Março 2009:
- 800 mil milhões anuais em exportações portuguesas de cortiça.
- O montado de sobro possui 50% da área mundial em Portugal e Espanha, sendo 23% da área total florestal de Portugal, cerca de 700 mil hectares. «O habitat em que se integra é riquíssimo, albergando espécies emblemáticas como o lince e a águia imperial, o que lhe permite apresentar-se como um caso de equilíbrio entre uma actividade socioeconómica lucrativa e a preservação de valores ambientais.»
- «O espaço é um ambiente familiar para este material, dado que tanto a NASA como a ESA o aplicam nas suas missões, como escudos térmicos e isolante contra vibrações, prova das propriedades físico-químicas excepcionais: a sua estrutura molecular contém 90% de ar, o que lhe confere grande capacidade de compressão sem ser danificada. O facto de ser muito resistente ao fogo - herança genética do ambiente seco e quente em que vive - torna-a adequada a estruturas aeroespaciais.»
- As rolhas: «Considerando todo o processo, incluindo a produção, transporte, engarrafamento e fim de vida, as emissões de CO2 (associadas ao fenómeno de aquecimento global) são dez vezes superiores nos vedantes plásticos e 24 vezes nas cápsulas de alumínio. Só o montado de sobro português fixa até 4,8 milhões de toneladas de CO2 por ano, prevenindo simultaneamente a desertificação e o empobrecimento dos solos (...).»
Wednesday, March 11, 2009
Sabiam que... #4
- 45% dos chineses residentes em áreas urbanas correm riscos de saúde devido a stress, registando-se as taxas mais elevadas entre os estudantes do 10º ao 12º ano. (Fonte: National Geographic Portugal, Agosto 2008)
- A Alemanha é o maior investidor estrangeiro em Portugal.
- Berlim é 2ª capital nas importações e exportações portuguesas.
- Cerca de 120 mil portugueses residem na Alemanha.
(Fonte: Revista Visão)
Tuesday, February 10, 2009
Sabiam que... #3
National Geographic Portugal, Fevereiro 2009:
- «A reserva russa de Kronotsky fica melhor como está: incólume, num esplêndido isolamento. Alguns lugares do planeta são tão maravilhosos e tão frágeis que o ideal seria que nem os visitássemos. Talvez devêssemos deixá-los em paz, isolados, e apreciá-los à distância.» Ya think??!
- A França gera 77% da sua electricidade a partir dos 59 reactores nucleares espalhados pelo seu território. Coreia do Sul 35%, Japão 28%, Estados Unidos 19%, Rússia 16% e Reino Unido 15%. Ah gandas franciús!!
- O projecto de arranha-céus rotativo no Dubai possuirá turbinas eólicas e painéis solares colocados entre cada piso que «deverão fornecer energia suficiente para alimentar todo o edifício e possivelmente outros situados nas proximidades.» Cada apartamento «custará entre 2 e 23 milhões de euros e mais de 1100 pessoas já se inscreveram na lista de espera do edifício.» Vou pensar nisso...
- E esta: Funeral Ecológico, movimento a favor dos "enterros verdes" que começou em Inglaterra na década de 1990 e se espalhou pelo mundo desde então. «O embalsamento é dispensado e utilizam-se materiais biodegradáveis, como papel, em mortalhas, caixões e urnas crematórias.» Todos os anos enterram-se nos EUA 30 milhões de tábuas em caixões, incluindo madeiras preciosas tropicais, 90 mil toneladas de aço, 1,6 milhões de toneladas de betão e mais de 3 milhões de litros de líquido de embalsamento.
Eu cá também preferiria ser devolvida à Mãe Natureza como na tradição árabe: restos mortais envolvidos em pano e siga adubar a terra! Agora cinzas... cinzas não há volta a dar.
Monday, December 08, 2008
Solo @ National Geographic - Ouro Negro
«A maioria dos programas de recuperação de solos, como os da China e do Sahel, procura devolver o solo degradado à sua condição anterior. Mas em grande parte dos trópicos, o estado natural do solo é de baixa qualidade, uma das razões para a pobreza de tantos países tropicais. Wim Sombroek veio a acreditar que a terra preta poderia mostrar aos cientistas como tornar a terra mais rica que nunca e assim ajudar os países mais pobres do mundo a alimentarem-se a sim próprios.
(...) A terra preta só se encontra onde viveram seres humanos, o que significa que se trata de um solo artificial, feito pelo homem muito antes da chegada dos europeus. (...) O solo é rico em minerais fundamentais como fósforo, cálcio, zinco e manganésio, escassos na maioria dos solos tropicais. Mas o ingrediente mais inesperado é o carvão vegetal, material abundante que dá a cor escura a este solo. Ao contrário dos solos tropicais comums, a terra preta permance fértil após séculos de exposição ao Sol e à chuva tropicais, salienta Wenceslau Teixeira, cientista do solo da Embrapa, a empresa brasileira de pesquisa agropecuária.
(...) A terra preta poderia desencadear aquilo a que a publicação científica "Nature" apelidou de "revolução negra" em todo o amplo arco de terras com solos empobrecido, desde o Sudoeste Asiático até África. O ingrediente fundamental da terra preta é o carvão vegetal, produzido através da queima de plantas e outros detritos orgânicos a baixas temperaturas. (...) Uma equipa de investigação liderada por Christoph Steiner relatou que bastava acrescentar carvão vegetal desfeito e fumo condensado a solos tropicais tipicamente maus para provocar um "aumento exponencial" na população microbiana, desencadeando o arranque do ecossistema subterrâneo fundamental para a fertilidade. Os solos tropicais perdem rapidamente riqueza microbiana quando convertidos à agricultura. O carvão vegetal parece fornecer um habitat aos micróbios, criando uma espécie de solo artificial dentro do solo, em parte porque os nutrientes se ligam ao carvão vegetal, em vez de serem arrastados pela água.
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(...) Uma revolução negra poderia até ajudar a combater o aquecimento global. A agricultura é responsável por mais de um oitavo da produção de gases com efeito estufa gerados pela humanidade. Os solos excessivamente arados libertam dióxido de carbono ao exporem ao ar matéria orgânica em tempos enterrada. Wim Sombroek argumentou que a criação de terra preta em todo o mundo empregaria tanto carvão vegetal rico em carbono que compensaria a libertação de carbono do solo para a atmosfera. »
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(Alguns cientistas defendem que) «a utilização de combustíveis fósseis pela humanidade poderia ser compensado pelo armazenamento de carvão na terra preta nova. Estas esperanças não vão ser fáceis de concretizar. A identificação dos organismos associados à terra preta, revelar-se-á difícil. E ninguém sabe ao certo quanto carbono pode ser armazenado no solo, até porque alguns estudos indicam que pode haver um limite finito. Mas William I. Woods, geógrafo da Universidade do Kansas, crê que as possibilidades são boas. "O mundo ainda vai ouvir falar muito da terra preta", diz.
Thursday, November 20, 2008
Solo - National Geographic Novembro 2008
«(...) A compactação é apenas uma peça num mosaico de problemas inter-relacionados que atormentam o solo em todo o planeta. No mundo em desenvolvimento, estão a perder-se quantidades cada vez maiores de solo arável devido à erosão e à desertificação induzidas pela actividade humana, o que afecta directamente a vida de 250 milhões de pessoas.»
Em 1991, um estudo do Centro Internacional de Referência e Informação Sobre o Solo (ISRIC), na Holanda, estimou que «a humanidade já degradou quase 20 milhões de quilómetros quadrados de terra. por outras palavras, a nossa espécie está rapidamente a arruinar uma área equivalente à dos Estados Unidos e Canadá.»
«(...) Em 2030, 8,300 milhões de pessoas caminharão sobre a superfície da Terra, segundo uma estimativa da Organização das Nações Unidas para a Agricultra e a Alimentação (FAO). Para alimentá-las, os agricultores terão de gerar uma produção de cereais quase 30% superior à actual. "Pensando a longo prazo, estamos a ficar sem terra", diz David R. Montgomery, geólogo da Universidade de Washington em Seattle.
O tema não tem merecido alertas jornalísticos porque o jornalismo vive das notícias interessantes e, infelizmente, a degradação do solo é a essência do desinteresse. Apesar disso, as probabilidades de ocorrência do cenário acima descrito dificilmente poderiam ser maiores, diz o investigador Rattan Lal.
Investigadores e agricultores de todo o mundo estão a descobrir que até os solos extremamente degradados podem ser recuperados. A sua recompensa, segundo Rattan Lal, é a oportunidade de combater a fome e de atacar problemas como a escasez de água e até o aquecimento global. Com efeito, alguns cientistas acreditam na possibilidade de um abrandamento significativo do aquecimento global se grandes quantidades de carbono forem utilizadas na recuperação dos solos pobres. "A estabilidade política, a qualidade ambiental, a fome e a pobreza têm a mesma origem", diz Rattan. "A longo prazo, a solução para cada um destes problemas consiste em recuperar o mais elementar dos recursos: o solo."
(...) A República Popular da China (...) deu início a planos para tratar a desflorestação. (...) Pequim lançou também aquele que ainda hoje é talvez o maior programa ecológico do mundo, o projecto Três Nortes: uma faixa de árvores com 4.500 quilómetros que atravessa o Norte, o Nordeste e o Noroeste da China como um grande biombo (...). Com conclusão agendada para 2050, esta Verde Muralha da China abrandará teoricamente os ventos que provocam a desertificação e as tempestades de poeira.»
Em 1991, um estudo do Centro Internacional de Referência e Informação Sobre o Solo (ISRIC), na Holanda, estimou que «a humanidade já degradou quase 20 milhões de quilómetros quadrados de terra. por outras palavras, a nossa espécie está rapidamente a arruinar uma área equivalente à dos Estados Unidos e Canadá.»
«(...) Em 2030, 8,300 milhões de pessoas caminharão sobre a superfície da Terra, segundo uma estimativa da Organização das Nações Unidas para a Agricultra e a Alimentação (FAO). Para alimentá-las, os agricultores terão de gerar uma produção de cereais quase 30% superior à actual. "Pensando a longo prazo, estamos a ficar sem terra", diz David R. Montgomery, geólogo da Universidade de Washington em Seattle.
O tema não tem merecido alertas jornalísticos porque o jornalismo vive das notícias interessantes e, infelizmente, a degradação do solo é a essência do desinteresse. Apesar disso, as probabilidades de ocorrência do cenário acima descrito dificilmente poderiam ser maiores, diz o investigador Rattan Lal.
Investigadores e agricultores de todo o mundo estão a descobrir que até os solos extremamente degradados podem ser recuperados. A sua recompensa, segundo Rattan Lal, é a oportunidade de combater a fome e de atacar problemas como a escasez de água e até o aquecimento global. Com efeito, alguns cientistas acreditam na possibilidade de um abrandamento significativo do aquecimento global se grandes quantidades de carbono forem utilizadas na recuperação dos solos pobres. "A estabilidade política, a qualidade ambiental, a fome e a pobreza têm a mesma origem", diz Rattan. "A longo prazo, a solução para cada um destes problemas consiste em recuperar o mais elementar dos recursos: o solo."
(...) A República Popular da China (...) deu início a planos para tratar a desflorestação. (...) Pequim lançou também aquele que ainda hoje é talvez o maior programa ecológico do mundo, o projecto Três Nortes: uma faixa de árvores com 4.500 quilómetros que atravessa o Norte, o Nordeste e o Noroeste da China como um grande biombo (...). Com conclusão agendada para 2050, esta Verde Muralha da China abrandará teoricamente os ventos que provocam a desertificação e as tempestades de poeira.»
Wednesday, February 13, 2008
America Yesterday
National Geographic, Maio 2007
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"Jamestown é conhecida por ali se terem travado os grandes combates em torno da democracia (a colónia criou o primeiro governo representativo da América Inglesa) e da escravatura (foi a primeira colónia inglesa que utilizou a mão-de-obra africana capturada)..
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(...) No dia 14 de Maio de 1607, (...) 104 colonos desembarcaram na península de Jamestown, na orla sul da baía de Chesapeake. (...) Não chegaram sozinhos à América: pelo contrário, vieram acompanhados por um enorme desfile de insectos, plantas, mamíferos e microrganismos. Alguns dos efeitos por eles provocados foram quase invisíveis; outros, em contraste, foram tremendos. Juntamente com os novos métodos de gestão da terra praticados pelos recém-chegados, estas criaturas mudaram literalmente o solo pisado pelos índios (...).
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(...) Na América do Norte, não existiam também grandes mamíferos domesticados, salvo os cães. (...) Sem cavalos, vacas, ovelhas, cabras ou galinhas para tratar, os aldeões (nativos) não precisavam de vedar os campos."
Tuesday, February 05, 2008
Biocombustíveis
National Geographic, Novembro 2007
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"Antes da Revolução Industrial, a atmosfera terrestre continha cerca de 280 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono. Era uma quantidade tolerável. Como a estrutura molecular do CO2 retém junto à superfície do planeta calor que, de outro modo, seria irradiado de volta para o espaço, (...) correspondia a uma média de 14ª C (...).
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A partir do momento em que comecámos a consumir carvão, gás e petróleo para dar luz às nossas vidas, esse valor começou a subir (...). Em finais da década de 1950, já ele chegara aos 315. Agora, encontra-se a 380 e aumenta cerca de 2 ppm por ano.
.O aquecimento já registado iniciou o descongelamento de quase tudo o que havia congelado sobre a Terra, alterou as estações e os padrões de pluviosidade e provocou a subida dos níveis do mar.
.(...) Até à data, só os europeus e os japoneses começaram a reduzir marginalmente as suas emissões de carbono e talvez não cumpram as suas metas. Enquanto isso, as emissões de carbono dos EUA, que representam um quarto do total mundial, continuam a aumentar.
(..) Os interessados conhecem a solução capaz de impedir a catástrofe: cortes rápidos, sustentados e drásticos nas emissões por parte dos países tecnologicamente avançados, aliados a uma transferência tecnológica de larga escala para a China, Índia e para o resto do mundo em desenvolvimento, de forma a que esses países possam alimentar as suas economias emergentes sem queimar o seu carvão."
.Algumas alterações suficientemente grandes para realmente fazerem a diferença e para as quais já existe tecnologia disponível ou eminente: carros com melhor eficiência de combustível, casas mais bem construídas, turbinas eólicas, biocombustíveis como o etanol, etc.
Monday, December 18, 2006
Parques Naturais

National Geographic Outubro 2006
Especial Parques Naturais – Santuários Sobre Cerco
Pág. 23: “(...) nenhuma das outras formas de protecção tem a força de um parque nacional. Nenhuma encarna a ideia de uma relação especial entre o corpo dos cidadãos de um país (usufrutuários no presente, garantias do futuro) e uma valiosa e estimada parcela do mundo natural. Só os parques nacioais têm essa força. Os parques nacionais são representattivos dos dons especiais de um país... e dos seus ideais.
O Parque Nacional do Serengueti diz ao mundo que os cidadãos da Tanzânia, aceitando o fardo de algum incómodo, se consideram previligiados por abrangerem, dentro das suas fronteiras, uma vasta pradaria cheia de leões. O Parque Nacional de Galápagos atesta que os cidadãos do Equador reconhecem as extraordinárias riquezas biológicas do arquipélago, mas também o papel crucial que as ilhas representaram na história da ciência, através de Charles Darwin. O Parque Nacional de Ujung Kulon, na extremidade ocidental de Java, simboliza o esforço empenhado da Indonésia para assegurar a sobrevivência dos terrivelmente ameaçados rinocerontes-de-java. O Parque Nacional dos Fiordes recorda-nos que a Nova Zelândia é a Noruega do Sul.
(...) o Parque (Nacional de Gir, na Índia) e a sua zona tampão não existiriam hoje sem a atitude visionária assumida há mais de cem anos por um potentado local. O nababo de Junagadh, para o qual o leão era precioso, principalmente como espécie venatória. (...) Os leões de Gir tinham sido caçados em excesso, restando um número perigosamente reduzido da sua população. Por esse motivo, no início do século XX, decretou uma proibição temporária da caça ao leão, estabelecendo a protecção florestal de Gir como reserva de vida selvagem de facto. (...)
(...) O Parque Nacional de Yellowstone abrange 8.992 km2 de floresta, pradaria e águas – um território rectangular com lados que medem 87 por 101 kms. É relativamente grande para um parque, mas não suficientemente grande para assegurar a longo prazo a preservação da população de ursos-pardos. (...)”
Os Parques em Debate
Pág 34: “O vale (do Parque Nacional) de Yosemite (EUA) é atravessado por uma frota de autocarros híbridos, alimentados a gasóleo e electricidade. Cerca de 75% dos 3,4 milhões de visitantes anuais do parque utilizam o serviço gratuito (...). O trânsito atormenta parques, mas há excepções, como no Parque Nacional de Zion. Há seis anos, o Serviço de Parques proibiu praticamente todos os veículos de percorrer a estrada que liga as atracções masi populares de Zion na época alta. Entre Abril e Outubro, autocarros silenciosos alimentados a propano transportam os visitantes, eliminando quatro mil viagens de carro diárias. Custo de funcionamento dos autocarros? Menos de um euro por ano e por visitante. Benefícios? Menos tensão e ruído, mais qualidade do ar e sossego. E voltou a ser possível ouvir o rio Virgin serpenteando pelo desfiladeiro.”
Pulmões Urbanos
Pág. 56: “A Cidade das Luzes é também uma cidade verde, com uma panóplia de parques e jardins onde os parisienses descansam e rejuvenescem.”
Pág. 68: “(...) para os parisienses, qualquer local da cidade serve para fazer de parque ou de jardim: varandas minúsculas, fábricas de automóveis abandonadas, garagens de estacionamento falidas, instalações ferroviárias abandonadas e, até, a gigantesca fachada curva de um novo museu. Sacrificam a largura das avenidas em benefício da existência de trilhos para bicicletas, protegidos por árvores de copa frondosa. Defendem a criação de jardins comunitários, em vez de apartamentos ou centros de congressos. Renunciam a uma movimentada auto-estrada urbana ao longo do Sena para desfrutar uma praia fluvial temporária. Em cada terreno baldio, vislumbram a hipótese de uma catedral verdejante.
(...) Nos últimos cinco a dez anos, o plantio de árvores e a criação de novos parques em cidades registou um crescimento explosivo. Segundo artigos científicos recentes, os espaços preenchidos por vegetação frondosa filtram a poluição e capturam partículas minúsculas de sujidade e fuligem: as árvores das ruas podem reduzir as partículas em suspensão libertadas pelos tubos de escape. As folhas das árvores também bloqueiam a luz solar, criando ilhas de arrefecimento na cidade.”
Segundo estudos em bairros sociais de Chicago, “as pessoas residentes em edifícios próximos das áreas verdes tinham um espírito comunitário mais apurado e lidavam melhor com as tensões do quotidiano. Eram menos agressivas, menos violentas, atingiam melhores níveis de desempenho em testes de concentração e conseguiam gerir os seus problems de forma mais eficaz. E também se sentiam mais seguras... e com razão! Um estudo sobre crimes violentos (...) demonstrou que, no interior de edifícios com vegetação próxima, desde que esta não prejudicasse a visibilidade, e nas suas redondezas, só se registavam metade dos crimes, comparativamente com áreas sem vegetação. Segundo Frances Kuo, quanto mais verde o espaço circundante, mais baixa a taxa de crimes contra pessoas e bens. A equipa também identificou menos lixo e graffiti em paisagens naturais.
(...) Os cientistas descobriram que as crianças com défice de atenção registavam uma diminuição dos sintomas quando expostas a ambientes naturais. Os pais relataram que as capacidades de concentração, de realização de tarefas e de cumprimento de indicações das crianças melhoraram dramaticamente depois de brincarem em espaços verdes. (...) Viver numa cidade, sob a pressão do ruído e do trânsito, dos conflitos e das exigências, torna-nos “irritáveis e impulsivos”, diz Frances Kuo. Em contacto com a natureza, refrescamos a mente e repousamos a atenção reflexiva, rendendo-nos à atenção espontânea e reparando frequentemente, de forma involuntária, nos estímulos provocados nos nossos sentidos pelo ambiente que nos rodeia. (...) Dois importantes estudos sobre centros urbanos populosos da Holanda e do Japão demonstraram que os seres humanos que vivem em zonas com fácil acesso a espaços verdes onde podem caminhar gozam de melhor saúde e a sua taxa de mortalidade é inferior à das pessoas sem esse acesso. Investigações na área da saúde humana sugerem que até um contacto relativamente passivo com a natureza permite baixar a tensão arterial e os níveis de ansiedade.
Os responsáveis políticos pelo planeamento já terão compreendido esta mensagem. Em 2003, a Conferência de Presidentes dos Municípios dos EUA aprovou uma resolução para promover a preservação e o cultivo de novas árvores e florestas nos ambientes citadinos. Dois anos mais tarde, 50 líderes municipais do planeta assinaram a Declaração das Cidades Verdes no Dia Mundial do Ambiente das Nações Unidas, organizado em São Francisco. (...) Presidentes de municípios de todo o mundo decidiram traçar um novo rumo para o ambiente urbano, iniciando esforços para reduzir os resíduos e a poluição, melhorar o congestionamento e – até 2015 – assegurar a existência de um parque público ou espaço aberto recreativo a menos de 500 metros de cada residente citadino.
(...) Investigadores como Frances Kuo têm provado que os parques urbanos representam um investimento público mínimo, mas com enorme retorno. “Os parques ajudam os seres humanos a tomar conta de si próprios. Talvez as cidades não tenham de gastar tanto em serviços sociais, médicos e de segurança para resolver os seus problemas”, diz."
Saturday, December 02, 2006
Energias Renováveis
National Geographic Agosto 2005"Mais Poder – Onde estará a próxima solução energética?
Energia Solar: energia grátis com preço (pág.18)
(...) Aos níveis de eficiência actuais, seriam precisos cerca de 26 mil km2 de painéis solares para satisfazer todas as necessidades de electricidade dos EUA: segundo cálculos do Ministério da Energia dos EUA, esses painéis ocupariam apenas 7% dos telhados e passeios nas zonas urbanas. (...) Maioritariamente utilizados para aplicações térmicas, há cerca de 260 mil m2 de painéis solares instalados em Portugal.”
Energia Eólica: festim ou penúria?
(...) O total da capacidade eólica instalada na Dinamarca eleva-se actualmente a mais de três mil megawatts e satisfaz cerca de 20% das necessidades da energia eléctrica do país. Em toda a Europa, generosos incentivos criados para reduzir as emissões de dióxido de carbono provocadas pelo petróleo e pelo carvão provocaram um crescimento explosivo da energia eólica. O continente europeu é líder mundial no sector eólico, com quase 35 mil megawatts, equivalentes a 35 grandes centrais a carvão. Em Portugal, com o incremento da última década, a capacidade instalada é de 682 MW, correspondentes a 76 parques. (...)
Do lado das vantagens, a eólica e a solar podem proporcionar aquilo a que se chama energia distribuída: geram electricidade em pequena escala, perto do consumidor. Não é possível criar uma central a carvão privada, mas qualquer pode possuir uma turbina eólica, com baterias para os dias calmos. Quanto maior for o número de casas a produzir energia eólica, mais pequenas e baratas serão as centrais electroprodutoras e as linhas de transporte de electricidade
Biomassa: Cultive Combustível
(...) Apesar do ritmo lento, o mercado nacional de biomassa está agora muito activo e até final do ano representará 3% do consumo português de gasóleo. Aliás, também a biomassa pode ser usada para produção de energia eléctrica. (...) Em Portugal, desde 1999, há uma unidade industrial em Mortágua com uma potência instalada de 9 MW (o mínimo de rentabilidade estimado para uma unidade deste tipo).
Fusão: O Fogo Intermitente
A fusão é a mais prometedora das fontes energéticas do futuro, o fogo das estrelas nos lares humanos. Produzida no momento em que dois átomos se fundem num só, a energia por fusão poderia satisfazer enormes quantidades da procura no futuro. O combustível duraria milénios. A fusão não geraria resíduos radioactivos de longa duração, nem matéria para os terroristas ou os governos transformarem em armamento. Exige igualmente um dos mais complexos equipamentos existentes sobre a Terra.
(...) A fusão nuclear a quente é difícil, porque o combustível precisa de ser aquecido a uma centena de milhões de graaus aproximadamente, até que os átomos comecem a fundir. A essas temperaturas, o hidrogénio forma um vapor agitado e indisciplinado de partículas carregadas de electricidade, chamado plasma.. “O plasma é o estado mais comum da matéria em todo o universo, mas também é o mais caótico e menos facilmente controlado”, diz um físico. O desafio associado à criação e contenção do plasma é de tal forma grande que, até agora, nenhuma experiência de fusão rendeu mais de 65% da energia despendida para desebcadear a reacção."
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