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Wednesday, December 22, 2010

Two Give



Joaquim Phoenix em alta, assim como Gwineth Paltrow, mas em menor escala.

Do elenco fabuloso, destaque para Rebecca Hall e para a miúda Sarah Steele (Catherine Keener não é novidade). Um filme simples com óptimos momentos tanto leves - lembro-me da chegada da miúda com um "adereço" na cara - como dramáticos - Hall e Keener numa cena muito simples mas muito desarmante.

Saturday, December 18, 2010

Everybody's Fair Gray

Robert DeNiro é o único registo digno de relevância, no papel de um viúvo a quem os filhos, basicamente, não ligam nenhuma. Fraquinho.

Agora fiquei com vontade de rever Watts e Penn em 21 Gramas, porque este Fair Game é muito... mole.

Agora fiquei com vontade de ler o livro, que deve ser bem melhor que o filme. Ben Barnes quase convence.

Saturday, November 27, 2010

The Social Life Inside the Right One

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Filme nerd do ano.



O melhor deste filme é mesmo a miúda. Nada a acrescentar.



Filme depressivo do ano.







Agora ficarei para sempre sem saber se, se tivesse visto este Let The Right One In antes do remake americano, me assombraria como aconteceu com Let Me In. Menção honrosa para os jovens actores suecos, bem mais naturais que os americanos, ou seja, com expressões mais adequadas à sua idade.

Saturday, October 23, 2010

Let Me A Happy Single Man

Não vi o original mas este Let Me In já me impressionou o bastante - daqueles (raros) filmes que deixam um assombro duradouro, muito por culpa da assombrosa protagonista, Chlöe Moretz.
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À parte os efeitos especiais incrivelmente precários, o que mais interessa aqui é a forma como é contada uma verdadeira história de amor (apesar de) entre duas crianças de 12 anos, ele isolado do mundo por umas razões (de partir o coração) ela por outras (que vão sendo desvendadas). Romeu&Julieta é directamente invocado, adorei as referências à obra - "I must be gone and live or stay and die". A tensão criada nas cenas mais fortes é incrível, e o auge é a cena final, numa piscina - brace yourselfs: you're gonna get your jaw dropped.
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Apesar de ter achado o início algo parado e o personagem de Richard Jenkins algo escondido, valeu pela belíssima experiência cinematográfica.
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Filme-veículo para Sally Hawkins brilhar - e se brilha! Parece um pouco apalermado no início mas a coisa aprofunda-se e às tantas chega a enegrecer um pouco. Engraçado.





Achei este filme uma banhada... não me transmitiu nada nem me contou história alguma.

Sunday, September 19, 2010

Remember Days of Summer



Filme-veículo para Robert Pattison brilhar, vazio em originalidade, dramalhão inconsequente e sem nada a dizer.
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O cartaz não tem nada a ver com o que o filme realmente é.

O filme sensação do ano passado mas que acabou por passar ao lado, de salas e de aclamadas qualidades, tem pelo menos a originalidade de contar uma história sobre o desapaixonar. O final fofo não nos deixa em maré baixa, o que acaba por ser simpático.

Thursday, September 16, 2010

Eclipsados

Achei piada a esta crítica, no Noite Americana, que me parece resumir bastante bem a saga teenager, apesar de ainda não ter visto o 3º capítulo, Eclipse:
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"Este filme é um bocadinho melhor que os outros. Mas ser um bocadinho melhor que zero continua a não ser grande coisa. O que é que “Eclipse” tem de melhor? Três coisas: vestígios de sentido de humor na forma de auto-ironia (a dada altura, Taylor Lautner lá aparece em tronco nu porque sim e Robert Pattinson faz a questão que vai na cabeça de todos: “Mas este tipo não tem uma t-shirt?”). A protagonista Kristen Stewart já só passa oitenta por cento do filme a olhar para o chão e, às vezes, quase parece estar viva.

À parte isso, continuam lá todos os males. Uma história sem sabor nem emoção que anda a passo de caracol, suspense para acontecimentos sem qualquer importância, diálogos vazios e uma intrigante falta de contacto com o universo que deveria servir de matriz ao filme: os vampiros. Sabemos que os Cullen, a família de Edward (Pattinson), são vampiros porque, de vez em quando, uma personagem o recorda porque, na verdade, podiam ser góticos, albinos, modelos no desemprego, mormons, técnicos oficiais de contas.
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No eixo da trama, persiste o mesmo problema: Bella (Stewart) ama muito Edward e ele ama-a muito também. Ela quer ser vampira como ele e ele aceita, desde que casem. Mas nunca mais casam nem ele a transforma em vampira, porque se arriscavam a ficar sem assunto e, afinal, ainda há dois filmes e uns quantos milhões de dólares a fazer. Em todo o caso, Edward deveria apressar-se: é que ele é imortal; já Bella, qualquer dia, ou entra na menopausa ou bate a bota.

Em cima deste terrível drama que só importa aos dois meninos, há, de novo, Jacob (Lautner). Para que serve ele, além de vender posters a moças de doze anos? Para que Bella, a tal que ama muito Edward, fuja para os braços de outro, assim que o jovem pálido lhe diga uma palavra menos conveniente. Tudo muito maduro, portanto.

O terceiro volume tem uma moral óbvia: as escolhas. A juventude está a fazer a festa de graduação e precisa de escolher o que quer ser na vida. Tal como Bella tem de escolher ser vampira ou humana, fazer carícias nos caracóis de Edward ou nos bíceps de Jacob, continuar a ser tontinha ou mudar de atitude. E é isto. No fim, é claro, não há qualquer resposta consistente. Edward e Bella regressam ao campo florido onde, volta e meia, aparecem deitados, fazendo a ponte com a castidade defendida pela saga e que surge, agora, mais explícita que nunca: não há sexo antes do casório porque os vampiros são rapazes à antiga. O princípio, de tão contra-corrente, até poderia ser interessante, mas transborda para uma bocejante assexualidade geral de toda a saga."

Tuesday, August 31, 2010

The Lovely Inception

Bem que podia ser The Lovely Deception porque este labour of love de Peter Jackson é tão sofrível e vazio que até aflige. Até dá para Rachel Weisz interpretar uma personagem inócua, Mark Whalberg um inconsequente, e Susan Sarandon em modo repeat. Salvam-se Saoirse Ronan e Stanley Tucci, que transmitem alguma emoção e calafrios, mas nada que perdure.
Gostei bastante desta Origem - especialmente da cenas de luta de Joseph Gordon-Levitt aos trambolhões e da cena final, que me deixou penduradíssima. Concordo com uma crítica que li algures que referia a explicação desnecessária de algumas cenas tipo "vou fazer isto para isto acontecer" e o modo piloto-automático de alguns secundários, especialmente, parece-me, Cillian Murphy e Ellen Page. Mesmo assim, um grande Christopher Nolan, o rei de Hollywood.

Saturday, July 03, 2010

Robin Hood & Watchmen Taking The Road

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Ridley Scott repete-se um pouco: as diferenças deste para Gladiador ou Reino dos Céus não são muitas, apenas muda o contexto.
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Vê-se.

Este é, de facto, um dos melhores filmes sobre super-heróis que já vi (senão o melhor, mas como avaliar isso?), um tipo de cinema que não me diz particularmente alguma coisa.
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Watchmen, do realizador de culto Zach Snyder, tem tudo: super-poderes, homens comuns heróis, homens execráveis heróis, membros amputados "in your face", cena de sexo com corpos nus, sangue a escorrer pelo chão, está lá tudo, suponho que fiel ao original.
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O twist não é o mais maravilhoso de sempre mas não deixa de ter um fundo original, acabando o vilão por ser também herói. Gosto desses cinzentos por oposição ao preto e branco que a maioria dos filmes propõe.
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Esperava mais desta incursão de Ang Lee pelo movimento hippie que fez do festival de Woodstock um dos acontecimentos do século passado. . Fraquito, sem chama.
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Viggo Mortensen em mais um papel pesado, em ambiente pós-apocalíptico.
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Nada de relevante a apontar.

Wednesday, June 23, 2010

Away We Go, Pippa Lee



Filme do ano. Filmes pequenos, simples e sem ambição são o melhor que se faz de cinema hoje em dia. John Krasinski está incrível, assim como alguns secundários que enchem o filme. Altemente recomendável.
Tenho uma relação difícil com filmes com ensemble casts como este: todos dão uma contribuição pequena e, supostamente, com algum poder, mas todos me passam ao lado. Excepção à protagonista Robin Wright Penn, que tem aqui um papel que lhe permite mostrar tudo o que vale. Winona Ryder e Blake Lively também não vão mal, já Alan Arkin e Keanu Reeves, para não variar, estão em piloto automático. Não percebi o que Julianne Moore e Monica Bellucci fazem lá, mas, quem sou eu...

Saturday, May 22, 2010

The Blind Date Man 2



Sinceramente, não acho que Sandra Bullock tenha aqui um papel merecedor de Oscar, até porque esta longa-metragem aproxima-se mais de um tele-filme do que de um Oscar film, mas por mim tudo bem, Bullock já merecia o reconhecimento que este tipo de galardão significa.
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Na minha ingenuidade, pensava que juntar Steve Carell e Tina Fey só poderia dar coisa boa, mas não, incrivemente, o realizador conseguiu fazer um filme de m*rda, sem um pingo de criatividade ou talento. Mau demais para ser verdade.


Já esta sequela não é má de todo, uma vez que dificilmente conseguiria chegar ao patamar do primeiro Iron Man, nem que seja por não deter a qualidade inesperada do mesmo. Robert Downey Jr. igual a si próprio, o que neste registo resulta muito bem (ao contrário de Sherlock Holmes, diria eu). Já a personagem de Scarlett Johanson parece um pouco enfiada a martelo. No biggie.

Friday, April 02, 2010

Shutter Moon





Scorcese + DiCaprio + Ruffalo + Kingsley + Williams = primeira parte algo secante; o filme acaba quando se torna interessante.











As minhas expectativas para esta sequela eram muito baixas, talvez por isso não tenha achado muito mau o filme. A banda sonora é muito boa - até Thom Yorke anda por lá, descobri agora que Lykke Li também, com o tema fantasmagórico e arrepiante que eu determinei que "deve ser Mazzy Star", Possibility.


So tell me when my heart stops

Saturday, February 27, 2010

The Men Who Stare at Valentine's Day




George Clooney a fazer figura e a dançar, só por isso o filme vale o meio bilhete. De resto, a mensagem paradorizante (esta palavra existe...?) ao constante estado bélico dos States é interessante. E Jeff Bridges está como peixe em água.



Este é aquele tipo de filme que só vou ver quando não há mesmo mais nada para ver, literalmente. No entanto, surpreendeu por não ser uma comédia romãntica assim tão má como eu pensava - não é brilhante, simplesmente não é panisca. Mas não se preocupem, há lá paniscas.

E tem algumas cenas boas, como Anne Hathaway ao telefone, Jessica Biel na passadeira e Queen Latifah a transformar-se em Rainha Africana - muito bom - mas o melhor mesmo são os bloopers que são gentilmente cedidos à plateia antes dos créditos finais - sempre a melhor parte das comédias, todas deviam ter.

Sunday, February 14, 2010

It Works

Eu não sou propriamente fã de Woody Allen. Aliás, são muito mais os filmes que não vi que os que vi - Match Point e pouco mais.
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Mas este Whatever Works caiu que nem ginjas. Há muito tempo que não me ria com tanto gosto e tamanha identificação com um filme - isto apesar dos protagonistas serem um magnífico sexagenário e uma luminosa adolescente. Os monólogos inicial e final - that's me, a minha identificação.

Sunday, January 24, 2010

The Lovely Bones

Wanted.

Sunday, January 10, 2010

Bright Holmes

O mais recente filme de Jane Campion, Bright Star, tem sido super elogiado for essa web fora. Veja-se o exemplo mais citado como é o Rotten Tomatoes, aqui. Abbie Cornish é louvada até dizer chega, o estrelato hollywoodesco e os Oscares parecem estar no seu caminho. Eu cá não adorei o filme, e tenho pena. É extremamente parado, silencioso e, a meu ver, com cenas de descompensação (que é como quem diz choro feminino) exageradas.
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Mas gostei muito do actor Ben Whishaw, interpretando o poeta John Keats. O filme trouxe-me, sim, a vontade de conhecer a sua poesia, género literário para o qual nunca tive tendência. E só por isso valeu a pena.



Quem tem Robert Downey Jr. e Jude Law a partilhar a tela não pode ser tão mediano, e Guy Ritchie conseguiu sê-lo, tal a precaução com que guiou este projecto.
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Falta faísca a este Sherlock Holmes, falta alma e espírito. Corpo tem, e muito.