



Depois de os ver no SuperBock SuperRock com alguma expectativa, rendi-me aos decibeis da guitarra, ao ritmo da bateria e à energia transbordante (literalmente) da vocalista.
Sofia Coppola é oficialmente um génio. É um raro caso de competência e originalidade num mar de genialidade. Marie Antoinette é, à imagem dos seus antecessores The Virgin Suicide e Lost In Translation, um poema carregado de sensibildade e bom-gosto. Tal como documenta, e muito bem, o Making Of realizado por uma irmã da realizadora, trata-se de um filme relevante para a nossa época, em que os personagens históricos não são caracterizados como alienígenas frios e distantes mas sim como humanos, descontraídos, divertidos, carinhosos e quentes.
Ficaram-me na retina as sequências em que a rainha de França se refugia no campo, ao receber as suas amizades ("Look, chikens!"), a conviver com a filha entre flores, abelhas e ovos (Look, an egg!") e o passeio silencioso de barco, tudo filmado com uma beleza indescritível. A famosa cena dos All-Stars é deliciosa.
Kirsten Dunst brilha discreta, algo de notável, pois facilmente outra actriz cairia na tentação do overacting e no ridículo.
Notável. No mínimo.
Mais um álbum a roçar a perfeição (se a perfeição for atingível, teremos nós capacidade para o compreender...?), descobri India Arie e o seu Acoustic Soul no site entretanto extinto para os utilizadores não americanos, o pandora.com. A música Brown Skin foi apresentada como um exemplo de proximidade a Joss Stone, no entanto, só a etiqueta soul as aproxima.
Umas letras carregadas de alta auto-estima e confiança (até irrita :p bincandu: "My worth is not determined by the price of my clothes / No matter what I´m wearing I will always be India Arie / Because I am a queen") e outras bem certeiras ("Keep your expensive car and your caviar / All I need is my guitar" - Video).
E pronto, está dito. Ou não...
Paris, Amesterdão, Berlim, Munique, Praga, Cracóvia, Bratislava, Viena, Budapeste, Zagreb, Ljubliana, Veneza e Verona esperam por mim. Ou pelo menos assim planeamos... o próximo mês é um mistério, quem sabe um life changing event...
Muito bom filme mas que não me deslumbrou... ou seja, entendo quem se deslumbre com este mega-projecto do acarinhado realizador Darren Aranovsky. Um intenso e, até, surpreendente Hugh Jackman, depois desta demonstração, deixa-me expectante da sua futura participação no mega-hiper-projecto de Baz Luhrman (Moulin Rouge), Australia, ao lado da omnipresente Nicole Kidman. Já Rachel Weisz mantém a sua grandeza a que me habituou em todos os seus filmes (The Constant Gardner, Enemy At The Gates, Confidence, etc.).
Os elefantes nadam maravilhosamente e conseguem atravessar rios muito largos, conservando a tromba fora de água (...). O aparelho refrigerador
(...) Quando chega a um determinado limite de crescimento, a massa do corpo de um animal, que aumenta na razão dos cubos, não se pode refrigerar através da pele, uma vez que esta apenas cresceu na razão dos quadrados. (...) O problema da refrigeração ficou resolvido pelo enorme desenvolvimento dos pavilhões auriculares, que, na verdade, estão mais ao serviço da termorregulação que da audição. Nos enormes pavilhões auriculares, o sangue quente precedente do resto do organismo circula através de uma finíssima rede de capilares, o que permite a irradiação das suas calorias suplementares. Por este motivo, o elefante-africano abana-se frequentemente com as suas enormes orelhas durante as horas quentes do dia, enquanto as conserva coladas ao corpo e semiencolhidas nas manhãs frescas ou durante a noite. Os espectaculares apêndices auriculares do elefante, com o seu 1,80 m de altura e 1,50 m de largura, são duas gigantescas pantalhas de irradiação que permitem ao animal viver nos climas mais quentes e insuportáveis da Terra.
O aparelho «dissuasor»
(...) As defesas do elefante, muito úteis e terríveis como armas de combate, proporcionam aos seus possuidores a confiança suficiente em si próprios para fazer frente aos seus inimigos, atacá-los, saracotear-se e pôr em movimento todo um «aparelho» que nos atrevemos a designar por dissuasor. Está perfeitamente comprovado que, em 90% dos casos, os elefantes suspendem as suas investidas a alguns metros da vítima, que fica aterrorizada. Depois de a intimidar, o gigante volta-se e, após ter meneado repetidas vezes a cabeça, reúne-se à manada. (...) As defesas dos elefantes - que são os dois únicos incisivos superiores que estes animais conservam - costumam pesar cerca de 25 kg a 45 kg cada uma nos elefantes machos da savana, embora já se tenham caçado exemplares com defesas gigantescas, mais precisamente uma com 3,45 m de comprimento e outra com 116 kg de peso. Contudo, parece não existir qualquer relação entre o tamanho do animal e o dos seus incisivos, nem sequer entre o comprimento e o peso destes. As defesas dos elefantes são utilizadas não só como como armas de combate para enfrentarem os inimigos pertencentes a outras espécies ou para lutarem com os congéneros durante o período do cio, mas também, e fundamentalmente, como instrumentos. (...) Ao remover a terra para depois se pulverizarem, ao cavar poços, extrair sal, remover obstáculos, etc., há elefantes esquerdos e direitos, possuindo por esse motivo um incisivo muito mais gasto que o outro.(...) As defesas das fêmeas, sempre mais pequenas e desiguais, raramente ultrapassam os 19 kg de peso.
A pele do gigante
Rugosa e grossa, é alvo de um cuidado extremo por parte dos colossos, os quais, a fim de se livrarem do ataque dos insectos parasitas, dedicam muito tempo a cobri-la com lama ou pó.(...) As aspersões de lama, pó e água ajudam-no a libertar-se da multidão de insectos nocivos e parece que conservam em muito bom estado a sua pele, que nos indivíduois adultos é completamente nua (...).
Não é tanto pelo filme, mas acho este poster fabuloso. Johnny Depp e (principalmente) Keira Knightley estão impressionantes. 
Agora falando do filme... que filme tão mau, sinceramente, é que nem Johnny Depp/Jack Sparow se safa. Mau demais para ser verdade, não faz justiça aos seus precessores. É pena.