Fraco, fraquito. Quem paga 23 mocas para ver pouco mais de uma hora de concerto a despachar e com um som que deixou algo a desejar, não pode elogiar muito. O que vale é que lá tocaram a minha música, a rodar aqui ao lado. Alcohool e Ah La La também bombaram, mas soube a pouco. . Lovefoxx dá algum espectáculo, mas soube a muito pouco.
O que eu pulei!! Provavelmente, houve alturas em que era a única pessoa a fazê-lo. O que eu curti!! Tão bom, tão bom, tão bom!! E o pessoal que subiu ao palco a convite da banda para terminar o concerto ao som da emblemática Standing In The Way Of Control... quem me dera!! Demasiado bom. Uma pessoa quase que deprime depois de um clímax tão grande.
Isto depois de decidir ir ao evento no dia anterior, quase por coincidência, pois andava eu aqui feita parva a perguntar se alguém ia, não me lembrando que a minha babe M. ia precisamente neste dia obrigatório para mim, o dia de Gossip. E ainda os primos, que acabei por encontrar lá, assistindo juntos a Donovan Frankenreiter (não deve ser assim que se ecreve o nome do senhor mas eu depois emendo).
Uma última palavra para Roisin Murphy, a surpresa. Vou ter que conhecer isto porque deu um concerto altamente. A vocalista é espectacular em palco.
Mais um: TÃO bom. A senhora nasceu para isto, sem dúvida. Não merecia um Coliseu a meio gás, mas Maria Rita conquistou-o com a sua música e performance irresistíveis. As minhas preferidas estiveram lá e ainda por cima vieram juntas. Tão bom.
O melhor concerto a que já assisti. E pronto. A Aula Magna (praí a uns 40º graus...) recebeu de braços e corações e almas e mais alguma coisa abertos a canadiana que ofereceu o concerto da vida a muita gente, arrisco eu, e dobrou a temperatura da sala com a sua genialidade comprovada em baladas (as minhas favs e heart-breakingHow My Heart Behaves e The Limit To Your Love) e mexidas (1, 2, 3, 4 levantou a plateia para não mais se sentar), com o seu virtuosismo na guitarra (alguém me diga que não está ali a melhor guitarrista do mundo sff...), e a excelência da voz (incrivelmente igual à versão estúdio, só por aí se vê o nível da senhora...). Maravilha.
O momento alto da noite acabou por ser, na minha opinião, quando os membros da banda de abertura Lawrence of Arabia se juntaram à performance de Seallion Woman, que rebentou, verdade seja dita. O engraçado é que se trata precisamente da única música do último álbum The Reminder que eu gosto menos e tenho a mania de passá-la à frente, ignorando-a. Lição aprendida, Sra. Feist. Enorme Feist.
Não tive coragem de gritar "Lover´s Spit" quando tive oportunidade e quando Leslie, a. k. a.Feist se sentou ao piano no 2º encore. A minha projecção de voz é ridícula. Um ponto alto na minha existência, sem dúvida.
Antes do concerto, como é meu hábito, procurei caras conhecidas e descobri os vips (very interesting people) Fonseca (David) e Tendinha (Rui Pedro), lá em baixo, na orquestra.Uns porreiros os dois.
A entrada fica-me marcada na memória, tão subtil e tão poderosa. Estávamos já a salivar pela sua aparição pois a banda abriu quase fantasmagoricamente com Don´t Explain durante uns bons minutos. Entra Chan MarshallakaCat Power sussurando:
"Hush now, dont explain
You´re the cause of all my
Trouble and pain"
uma versão do original de Billie Holiday.
Deu ainda uns toques de espanhol numa música que permitiu, às tantas, a sua voz roçar o fado. Muito bom. Um dueto com Mariza dava show di bola.
A banda inglesa regressou a Portugal passados dez anos e mostrou que continua no topo, com elementos sóbrios, multi-instrumentais e assentes em Beth Gibbons, a vocalista de registo minimal e figura maior para um geração que encheu os Coliseus.
Os clássicos levaram ao delírio aos primeiros acordes: Only You, Over, Glory Box, Sour Tides e Roads, obrigatórios em qualquer actuação, com o público em contida reverência durante a catarse de Gibbons que explanava os seus dotes e letras.
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"Nobody loves me, it´s true / Not like you do"
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E isto tudo graças ao Sérjão, amigão do coração lol :D