Hurricane Isaias: The Data Are In
3 hours ago
Concerto e público mornos, no entanto, ver Goldfrapp ao vivo foi um acontecimento para mim, que ainda dei uns pulos lá à frente, apesar de não ter sido bombástico como esperava. As mais antigas Trains e Ohh La La souberam bem.
A esguia e sorridente Corinne Bailey Rae deu um concerto ao sabor do vento quente de Cascais que, apesar de não encher as medidas, não defraudou expectativas. As baladas mais paradas tornaram-se algo sonolentas e as mais mexidas pediam algo mais na versão live, mas ficou a intenção competente. A rever, na esperança de mais power.
Uma das minhas bandas favoritas deu um dos concertos mais fracos a que já assisti - não quer isto dizer que não foi um bom concerto, mas poderia ter sido muito melhor, nem que não saí de lá feliz, porque saí. O Campo Pequeno, como sala, também não ajuda.
Esta miúda dá sempre óptimos concertos, bastando para isso estar num dia normal, e ontem não foi excepção. A moça pode roçar o foleirito (vestido pró foleirito, tatuagem pró foleirita no pé e piercing no nariz de que só me apercebi graças à fotoreportagem da Blitz, e ainda bem), mas tem um dom, julgo eu, incomparável a quem quer que seja hoje em dia: inacreditável voz , inegável simpatia e um à-vontade em cima do palco de quem nasceu para isto.
Neste caso, tenho mais ao menos a certeza de qual eu gosto mais, a banda irlandesa foi aquela que eu fiz mesmo questão de ir ver, sozinha ou acompanhada. Já a cantora britânica, só me convenceu depois de ouvir o último álbum, Colour Me Free, leve mas de qualidade, já que o seu antecessor, Introducing..., não deixou memórias.