Friday, November 24, 2006

Pelas Ruas Do Bairro


A bela da vespa ilumina o caminho.

Ficámos a saber que pertencia ao barman do bar onde pedimos indicações :D









Neste caso, os sapatos indicam o caminho...

Os velhos All-Star´s que me recordam os sofridos anos de ciclo, aí estão eles em força e cheios de "sentido fashion" :p

Tuesday, November 21, 2006

Novembro em Mafra

“EU, TU E O EMPLASTRO” – “YOU, ME AND DUPREE
Comédia romântica realizada pelos irmãos Anthony e Joe Russo que assenta num triângulo inesperado: o casal Carl (Matt Dillon, There´s Something About MaryDoidos Por Mary) e Molly Peterson (Kate Hudson, The Skeleton KeyA Chave), recém-casados, acolhe Randy Dupree (Owen Wilson, Wedding CrashersOs Fura Casamentos), «o padrinho de casamento de Carl que foi despejado de casa e despedido do emprego por ter comparecido na boda» (in “Première”, Agosto 2006), tornando a vida do casal um pequeno inferno.
No site C7nema.net lê-se: «É simplesmente insonsa e absolutamente descartável, mesmo em época de vacas magras em que sabe bem ir ao cinema só para escapar ao calor que se sente no exterior. (...) A mediocridade do argumento não facilita a tarefa dos actores. O par composto por Kate Hudson e Matt Dillon não é tão credível quanto se poderia esperar, o que deita completamente abaixo o aspecto “romântico” do filme (…). Cabe ao emplastro de serviço Owen Wilson a tarefa de ir salvando o filme quando este bem precisa (...)».
O destaque neste filme vai para a presença secundária de Michael Douglas, como pai controlador de Molly, e para o facto de tanto Kate Hudson como Matt Dillon serem actores nomeados para as categorias de actriz e actor secundário, pelas suas prestações em Almost FamousQuase Famosos e CrashColisão, respectivamente, e Owen Wilson ter sido um dos argumentistas nomeados por The Royal Tenenbaums

ASTÉRIX E OS VIKINGS (Versão Portuguesa)
Filme de animação dos realizadores dinamarqueses Stefan Fjeldmark e Jesper Møller, em que a pequena vila gaulesa acolhe o irreverente Atrevidix, sobrinho do chefe, e Astérix e Obélix são encarregues de fazer dele um homem de verdade. Entretanto, os Vikings desembarcam na Gália... ( in 7arte.net).
«A história complica-se quando Atrevidix é capturado pelos Vikings. Os heróis, Astérix e Obélix, são novamente convocados. Desta vez, têm de dar tudo por tudo para o recuperar.Enquanto partem à sua procura até ao Grande Norte, o jovem protegido embarca contra a sua vontade numa infame conspiração, descobrindo “à força” a bela e intrépida Abba, e que o amor por vezes tem o mesmo efeito que um murro certeiro... O chamado choque de culturas!Baseado no álbum "Astérix e os Normandos", de 1965, esta é a décima-oitava longa-metragem de animação protagonizada pelo pequeno guerreiro gaulês, criado por René Goscinny e Albert Uderzo, em 1959, para a revista "Pilote".O filme, o primeiro depois de duas versões em imagem real - "Astérix e Obélix contra César" e "Astérix e Cleópatra" - que se revelaram dos maiores sucessos do cinema francês, custou mais de 22 milhões de euros.Apresenta-se assim como um projecto ambicioso, que pretende combinar o melhor da animação tradicional com as mais modernas tecnologias desta área.Depois de 4 anos de trabalho, mil e trezentos planos, cem mil desenhos e quase meio milhar de pessoas envolvidas, ele aí está para gáudio dos mais novos e dos outros, que cresceram a sonhar com gauleses, romanos e serenatas desafinadas.» (in estreia.online.pt

VOLTAR – VOLVER
O novo filme do mais prestigiado realizador espanhol, Pedro Almodóvar, conta a peculiar história de três mulheres - avó, filha e neta - que decidem deixar o lugar onde nasceram e viajar para Madrid na busca de fortuna e de uma vida melhor.
Apresentando um elenco feminino premiado no conjunto em Cannes, brilham Penélope Cruz (Sahara) como Raimunda e Carmen Maura como Irene.
No site c7nema.net lemos: «(...) Em La Mala Educación (2004), Almodóvar resgatava alguns episódios da sua juventude, em “Volver” ele recupera momentos, lugares e emoções prévias à sua chegada a Madrid. Almodóvar fala da cultura da morte no meio rural, do estranho mas pacífico convívio com mortos que acabam por nunca desaparecer da vida dos seus entes-queridos. (...) Depois de três filmes marcados pelo drama, Almodóvar regressa ao humor, que nele nunca é estado puro, num filme que declara o seu amor às mulheres. Mais do que em qualquer outro, a presença das mulheres neste filme é esmagadora. “Volver” é sobre a sua força, sobre a vida que lhes resta quando os homens as abandonam e as desprezam, sobre o seu sofrimento, o seu carinho e compreensão, o seu entendimento secreto e a sua solidariedade. Fortes e vulneráveis, carnais e sentimentais, elas são mães, filhas, irmãs, vizinhas e amigas. A todas elas, Almodóvar dá a dose adequada de humanidade, com os desabafos e os pequenos absurdos da vida real (...). As actrizes, sem excepção, estão irrepreensíveis. Penélope Cruz tem aqui o seu melhor papel, numa imagem a la Sophia Loren (...). Uma Carmen Maura que, voltando a trabalhar com Almodóvar após Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), está perfeita como esposa despeitada e mãe dedicada, com extrema fluidez na passagem da comédia ao drama (...)».
A crítica de cinema Maria do Carmo Piçarra atribui quatro estrelas a Volver (equivalente a Bom) na edição de Outubro da revista “Première”: «Para quem goste de cinema e de Almodóvar. O melhor: a verdade do retrato das relações entre as mulheres do filme. O pior: compará-lo com Tudo Sobre a Minha Mãe ou Fala Com Ela. (...) Em plena maturidade, Almodóvar mantém a sobriedade e o registo íntimo que a sua obra ganhou nos últimos títulos. A estilização e as provocações com que ganhou fama na fase inicial da sua carreira cederam ao sentimento, que nunca cede à facilidade, e o seu humor de sempre humanizou-se na medida da introspecção do autor (...)». A referir que, habituado à nomeação para Oscar em filmes anteriores como Fala Com Ela (com o qual foi nomeado para melhor realizador e venceu para Argumento Original), este Volver volta a levar o nome de Almodóvar ao famoso “Oscar-buzz” em que se antecipam possíveis nomeações para os Prémios da Academia, tal como Penélope Cruz que, segundo o mesmo submundo de previsões, se apresenta na linha da frente para uma possível nomeação na categoria de Actriz Principal.

SERPENTES A BORDO – SNAKES ON A PLANE
Um caso singular de sucesso, tendo ganho notoriedade quando ainda em rodagens, fruto da aldeia global que a internet permite. Através de ferramentas como blogues e sites, este filme mereceu uma antecipação que o transformou num filme de culto mesmo ainda antes de o ser.
O realizador David Ellis (CelularLigação de Alto Risco) transforma Samuel L. Jackson (S.W.A.T., Pulp Fiction, O Protegido) num agente do FBI que acompanha uma testemunha num voo quando centenas de cobras venenosas são libertas dentro do avião. Tripulantes e passageiros vêem-se forçados a juntar forças para garantir a sobrevivência de todos. O crítico de cinema JP Machado escreve no site 7arte.net: «(...) pela primeira vez numa obra de cinema, o público pôde acrescentar material ao argumento, tornando-o uma espécie de “work in progress”. É uma ideia estimulante, mas também altamente arriscada, pondo em risco, nomeadamente, a coerência do argumento. (...) certas cenas têm a bizarria carregada de humor negro (inquietantes e cómicas ao mesmo tempo) (...). (...) A estrutura do argumento não apresenta propriamente inovações, é um filme de acção com todos os condimentos habituais, mas o que importa é que cumpre perfeitamente a sua função de entretenimento. (...) O melhor do filme são os diálogos (…) de uma qualidade rara e Samuel L. Jackson (...) tem um papel à sua medida; atrevo-me a dizer que poderá ser o papel da sua vida, aquele pelo qual será mais recordado. E claro: é com expectativa que aguardamos a já célebre frase que a sua personagem diz lá para o fim do filme, quando a sua irritação atinge o limite e ele decide resolver o assunto de uma vez por todas: “I’ve had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane!”. Uma delícia!»
Já no site c7nema.net se lê: «(...) Para ajudar ao riso – pois terror e pânico só mesmo para quem têm medo de voar ou de cobras, este trabalho tem uma série de personagens divertidas, onde não falta um rapper com a pancada da higiene, uma dondoca que tem medo de se despentear, um casal de jovens apaixonado e sexualmente excitado por estar num avião, e até mesmo uma hospedeira com um fraquinho pela testemunha de acusação. E claro. Nunca é demais lembrar que Samuel L. Jackson está a bordo e trás consigo o estilo “cool” habitual. (...) E com isto o filme caminha pelos passos da comédia de terror apalermada, mas extremamente eficaz, e que se não levarem muito a sério vos poderá levar às lágrimas de tanto rir (há uma cena numa casa de banho, com um homem e uma cobra, que quase me provocou uma paragem cardíaca de tanto rir). (...) deliciosa comédia de horror destinada aos fãs do género, e que bem se pode dizer que cumpre todos os seus objectivos: divertir, divertir e a espaços assustar... »
Sendo um filme de acção e terror, «é necessário recuar até 1999, ano em que O Projecto de Blair Witch foi lançado, para encontrar um movimento de tamanha dimensão na antecipação de um filme.» (in “Première”, Setembro 2006)
Destaque para a presença do actor Benjamin McKenzie, mais conhecido para clientes da série The O.C. – Na Terra dos Ricos na pele do marginalizado-que-afinal-é-uma-jóia-de-pessoa Ryan, que anteriormente participou noutro filme de culto, mas de um género totalmente diferente, Junebug, obra que permitiu a Amy Adams a nomeação para Oscar de melhor actriz secundária na última edição dos Prémios da Academia.

Sara Vaz Franco

Sunday, November 12, 2006

Alterações Climáticas

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Carla A. ALMEIDA[1], Margarida F. GAMA1 & Sara M. FRANCO1
[1] Alunas nº 15595, 15730, 16249, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa


O que são alterações climáticas
As alterações climáticas são alterações do clima que ocorrem a nível global. Na verdade, a Terra está periodicamente a sofrer alterações climáticas devido a factores naturais previsíveis como as variações na inclinação do eixo terrestre, na curvatura da sua orbita em torno do sol ou alterações na radiação solar. Eventos naturais aleatórios, também influenciam o clima. A diferença entre estes fenómenos naturais e o que actualmente se verifica, é de que nos últimos 250 anos a humanidade tem acelerado a tendência de subida da temperatura, que já existia desde o fim da última glaciação, devido às emissões dos chamados gases de efeito de estufa, cuja presença na atmosfera está a aumentar rapidamente devido às actividades humanas.

Os gases de efeito de estufa (GEE) e modo com actuam
A atmosfera tem na sua constituição gases que permitem à Terra a existência de efeito de estufa. Os gases de efeito de estufa são substâncias que têm a faculdade de permitir a passagem da radiação solar e de reter parte da radiação emitida pela superfície da Terra, que tem comprimentos de onda mais longos, voltando a emiti-los para a superfície terrestre sob a forma de calor (Fig.1). Se estes gases não existissem, a vida na Terra não existiria tal como a conhecemos, pois o planeta seria cerca de 30 ºC mais frio.

O mais importante destes gases é o vapor de água (H2O), mas a contribuição das actividades humanas para a sua concentração na atmosfera é considerada mínima se comparada com a dos processos naturais.

O dióxido de carbono (CO2) é o gás que existe em maior concentração na atmosfera, resultando sobretudo da queima de combustíveis fósseis, e de alterações no uso do solo, sobretudo a destruição das florestas. Estes aspectos têm vindo a alterar o ciclo do carbono, ou seja, o saldo entre o CO2 que é retido pelos ecossistemas e aquele que depois é devolvido à atmosfera.

Impactes das alterações climáticas
No mundo…
Os principais impactes que se poderão verificar devido ao efeito de estufa são: fusão dos glaciares: redução do gelo nos cursos de água, lagos e mares; aumento da frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos; aumento do risco de extinção de plantas e animais (perda provável de metade da biodiversidade mundial); aumento da vulnerabilidade das infraestruturas e dos sistemas produtivos e de lazer associados às actividades humanas; aumento do risco de ocorrência de impactes a larga escala e com efeitos irreversíveis associados a alterações das correntes marítimas; aumento do risco de ocorrência de conflitos sociais e de migrações de populações.
Fazendo a comparação entre as décadas de 60 e 90, pode-se verificar que em 1990 ocorreram 3 vezes mais catástrofes naturais relacionadas com as alterações climáticas; 150 mil pessoas morreram em 2000 como consequência directa ou indirecta das alterações climáticas.

Em Portugal…
Prevêem-se os seguintes impactes: aumento de 4 – 7 ºC na temperatura média do ar entre 2000 – 2100; redução das disponibilidades de água, aumento de cheias e pior qualidade da água; risco de perda de terreno em cerca de 67% das zonas costeiras; aumento do nível do mar entre 25 – 110 cm até 2080.

As evidências que se verificam são: a temperatura da Terra subiu cerca de 0,6 ºC no século XX, sendo que a década de 90 foi a mais quente desde 1861, e o ano de 1998 foi o ano em que se atingiram temperaturas mais elevadas (2003 na Europa). No que respeita ao nível do mar, este poderá subir entre 9 e 88 cm até 2100. Poder-se-ão verificar extremos meteorológicos devido à subida da temperatura, tais como, dias extremamente quentes e menos dias extremamente frios. Algumas regiões estarão sujeitas a tempestades, furacões e outros eventos meteorológicos intensos; outras estarão sujeitas a secas; no entanto muitas poderão ser beneficiadas. Quanto aos ecossistemas, a subida rápida da temperatura poderá causar alterações no equilíbrio entre as espécies. No que respeita à agricultura, a produtividade pode aumentar numas regiões e diminuir noutras. As diferenças regionais são importantes e podem aumentar o risco de fome em determinadas áreas. A nível da saúde humana, haverá impactos positivos e negativos, o número de mortes por doenças associadas ao frio pode diminuir, porém a ocorrência de mais ondas de calor aumentará a mortalidade devido a problemas cardio-respiratórios; poderão igualmente ocorrer doenças, transmitidas por insectos, que actualmente são tropicais mas que poderão atingir latitudes mais elevadas, tais como a malária, dengue e febre-amarela. Outros tipos de doenças, como a cólera e a salmonela poderão também ser mais frequentes devido, por exemplo, à maior incidência de cheias.

A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas
Após ter surgido a questão do aquecimento global no final da década de 1980, a comunidade internacional começou a debater o que fazer perante o problema. O resultado desta discussão materializou-se em 1992, com a adopção da Convenção Quadro para as alterações climáticas, durante a Cimeira da Terra no Rio de Janeiro. O principal objectivo deste acordo é conseguir estabilizar as concentrações (não as emissões) de gases com efeito de estufa de forma a impedir que a actividade antropogénica tenha repercussões graves sobre o sistema climático. Esta convenção determina que os países devem “tomar medidas de precaução para antecipar, prevenir ou minimizar as causas das alterações climáticas e mitigar os seus efeitos adversos”[1], afirmando que “a falta de uma certeza científica absoluta não deve ser usada como razão para adiar tais medidas”3. Segundo esta Convenção, os países desenvolvidos são historicamente responsáveis pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa, devendo por isso ser os primeiros a tomar medidas para combater o problema das alterações climáticas, estabilizando as suas concentrações dos gases de efeito de estufa até ao ano 2000 aos níveis que tinham em 1990.
[1] Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, In: Garcia, R. (2004): Sobre a Terra, pp. 121

Protocolo de Quioto
Consciente de que o compromisso voluntário da Convenção Quadro das alterações climáticas de tentar estabilizar as concentrações dos países desenvolvidos ao nível de 1990 não era suficiente, a comunidade internacional começou a negociar um acordo mais ambicioso. Daí surgiu o Protocolo de Quioto, adoptado em 10 de Dezembro de 1997 pelos países presentes na 3ª Conferência das Partes à Convenção Quadro das alterações climáticas em Quioto, Japão. Este protocolo entraria em vigor quando pelo menos 55 países desenvolvidos procedessem à sua ratificação, representando, pelo menos, mais de 55% das emissões de CO2 equivalente em 1990 estimadas para os países desenvolvidos, o que se verificou a 16 de Fevereiro de 2005 com a entrada da Rússia.

Este documento prevê uma redução a nível global de pelo menos 5% das emissões de gases com efeito de estufa nos países desenvolvidos no período entre 2008 e 2012, em relação aos seus valores de 1990. Na Europa é prevista uma redução de 8%, nos Estados Unidos 7% e no Japão 6%; a Federação Russa e a Nova Zelândia precisam apenas de estabilizar as suas emissões; a Noruega, a Austrália e a Islândia podem aumentá-las em 1, 8 e 10%, respectivamente.

Instrumentos Nacionais
O principal motivo para o grande aumento das emissões nacionais de gases de estufa, em relação ao valor estabelecido pelo Protocolo de Quioto, é a produção de energia e os transportes. É neste contexto, que surgem os documentos nacionais para as emissões dos gases de estufa: o Projecto SIAM, que analisa os efeitos das alterações climáticas no país e o Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) que estabelece medidas para o cumprimento da meta portuguesa no quadro Europeu.

Referências
Garcia, R. (2004): Sobre a Terra, Público, Lisboa
Chiras, D. (2001): Environmental Science, Londres
Ferreira, F. (2005): Alterações Climáticas: o maior desafio ambiental do século XXI, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa

Thursday, November 02, 2006

O Regresso

Ora aqui está o regresso à bruma de D. Sebastião. Mais um segundo de demora e perdia a vista, pois o avião começava a baixar e virar de encontro à pista do aeroporto... lembro-me de pensar "É agora ou nunca", e foi...

Albufeira Agosto 2006


Praia das Rochas Baixinhas ou lá o que é... alta image ahm??
Grande semana, "se não der, não der...", bifes e bifas a dar com pau!
Bijos ao pessoal :)

Tuesday, October 17, 2006

Cold Mountain (Charles Frazier)


"Without pausing even for salutation Inman said, Who put out your pair of eyes?
The blindman had a friendly smile on his face and he said, Nobody. I never had any.
That took Inman aback, for his imagination had worked in the belief that they had been plucked out in some desperate and bloody dispute, some brute fraction. Every vile deed he had witnessed lately had been at the hand of a human agent, so he had about forgot that there was a whole other order of misfortune." (pág. 8)

“Ada sat on long enough to watch the day rise. The first grey light began gathering faintly, and then as the light built the mountains began to form themselves, retaining the dark of night in their bulk. The fog that clung to the peaks lifted and lost the shapes of the mountain and dissipated in the warmth of the morning. In the pasture the forms of trees remained drawn in dew on the grass beneath them. When she stood to walk down to the house, the smell of night still lingered under the two chestnut trees.” (pág. 63)

“But if one had not the slightest hint towards finding what one´s nature was, then even stepping out on the path became a snaggy matter.” (pág.66)

“He stopped and pissed in the dirt. Before he was hardly done, spring azure butterflies alit on it to drink, the colour of their wings in the sun like blued metal. They seemed to him things too beautiful to be drinking piss. It was, though, apparently the nature of the place.” (pág. 72)

"You´re left with only your scars to mark the void. All you can choose to do is go on or not. But if you go on, it´s knowing you carry your scars with you." (pág. 421)

"The world was such an incredibly lonely place, and to lie down beside him, skin to skin, seemed the only cure." (pág. 429)

"Inman sat up with the blanket around his waist. He had been living like a dead man and this was life before him, an offering within his reach." (pág 430)

Sunday, October 15, 2006

Ecologia

“Ecologia urbana”, conceito nascido em Chicago após a Primeira Guerra Mundial, que iniciou o seu desenvolvimento em França, mais precisamente em Metz, capital da Lorena.
Metz foi alvo de planos audaciosos na década de 60 que desafiavam o tecido histórico da velha cidade galo-romana: demolição dos bairros antigos, criação de grandes artérias urbanas e de estradas nas margens do rio, instalação da siderurgia à beira-mar, etc; ao fim de algum tempo, «cinco dos mais importantes bairros do centro da cidade (…) não passavam de campos de escombros», com a deslocação dos seus habitantes para a periferia e para os subúrbios.
No entanto, pode-se dizer que Metz foi salva pela revolução cultural de Maio de 68, com a qual chegaram ideias novas ao Velho Continente. Entre elas, a ecologia.
Em tal situação, a consciência colectiva dos habitantes de Metz levantou «violentos protestos contra o massacre da cidade e do seu património antigo», o que levou ao poder uma nova municipalidade em 1971.
Nasceu então o conceito de “ecologia urbana”, que iria, em três meses, alterar completamente a cidade.
Aqui foi criado e instalado o Instituto Europeu de Ecologia que, «em relação estreita com a cidade, (…) sugeriu novas vias de reflexão, novos conceitos e, sobretudo, uma nova lógica de urbanismo.»
A promoção da ecologia urbana deve-se a um investigador deste Instituto, Roger Klaine. Este propôs conceber os «ordenamentos urbanos de modo a favorecerem a eclosão das potencialidades de cada um, satisfazendo as suas necessidades não expressas», oferecendo «ordenamentos – sobretudo micro-ordenamentos – que permitissem aos habitantes encontrar o contacto directo com a Natureza (…)».
Alguns exemplos práticos da instalação deste conceito em Metz são a restauração do património antigo, a aquisição do hábito de dar passeios na cidade e a criação, pelos infantários, de jardinzinhos onde as crianças se familiarizam com os legumes e as flores.
Por consequência, esta cidade adquiriu o merecido estatuto de património francês e europeu, distinguindo-se igualmente pela qualidade dos seus espaços verdes.
No entanto, «a ecologia urbana não diz apenas respeito aos imóveis e aos monumentos, à água e às pedras, às árvores e às flores; é também uma gestão prudente das energias e um tratamento adequado dos resíduos.»
Outro exemplo a seguir é a Empresa de Electricidade de Metz, que fornece, «graças à sua central térmica, água quente ao mesmo tempo que electricidade: um exemplo de “cogeração” que alimenta uma importante rede de aquecimento urbano.»
Para finalizar, considero que é de sublinhar que esta “cidade-modelo” foi criada muito «graças à vontade afirmada do seu presidente da câmara», mas muito mais importante, graças aos eleitores que o colocaram em tal posição.

Bibliografia:
PELT Jean-Marie e STEFFAN Frank, A Terra como Herança, Editora: Editorial Inquérito, 2001

Monday, October 09, 2006

Memoirs of a Geisha


Um bom filme, com grandes prestações femininas, principalmente da estreante Gong Li, que saltou imediatamente para Hollywood (Miami Vice). O que mais me agradou no filme foi mesmo a parte inicial que conta a infância roubada da protagonista; depois disso o meu interesse não se manteve. Mas é um bom filme, ideal para uma tarde de pastelice.
Rob Marshall, realizador de Chicago, filme nomeado para as principais categorias, etc.

Tuesday, October 03, 2006

Outubro em Mafra

Já em http://www.mafraregional.pt (cultura), check it out... or not...

6 Outubro, 6ª - Que Sorte a Minha! (Just My Luck)

Nesta comédia para adolescentes realizada por Donald Petrie, Lindsay Lohan (Mean Girls – Giras e Terríveis) é Ashley, conhecida pelos seus amigos como a rapariga mais sortuda que existe. Por outro lado, Chris Pine é Jake, o rapaz mais azarado que circula pelas ruas de Nova Iorque. Quando os dois se conhecem numa festa e trocam um beijo, a sorte dos dois vira como num passe de mágica.
No site c7nema.net, o crítico de cinema Carlos Natálio escreve: «“Just My Luck”, enquanto comédia e com a sua premissa de base, lá se consegue suster trinta minutos, não mais. Depois as piadas deixam de o ser e o sorriso embaraçado invade o espectador. Quando mudamos a agulha para o romance as coisas não melhoram. Tudo muito genérico, para o qual as representações e a falta de química entre os dois não ajuda em nada. De qualquer forma Lohan está bastantes furos acima do seu “namorado”. (...) Decididamente, para adolescentes apenas. Não precoces, de preferência. (5/10)»

De referir que Lindsay Lohan, uma ex-actriz infantil e presença assídua de tablóides e revistas cor-de-rosa, participa num filme que em breve estreará nas nossas salas, A Prairie Home Companion de Robert Altman, um realizador prestigiadíssimo e responsável por obras como Gosford Park, dando «bastante boa conta de si, sugerindo um olhar mais atento face ao desenrolar da sua carreira».


13 (6ª) e 14 Outubro (Sáb.) – O Sentinela (The Sentinel)

Thriller político do realizador Clark Johnson, o mesmo de S.W.A.T. – Força de Intervenção, O Sentinela conta com um elenco cintilante: Michael Douglas (Instinto Fatal), Kim Basinger (L.A. Confidential), Kiefer Sutherland (mais conhecido pelo protagonismo da série de culto “24”) e Eva Longoria, a incontornável Gabrielle de Donas de Casa Desesperadas.
O filme segue o agente dos Serviços Secretos Pete Garrison (Douglas), responsável pela segurança da Primeira-Dama dos Estados Unidos (Basinger). As suspeitas recaem sobre Garrison quando ocorre o assassinato de um colega seu, sendo o caso investigado pelos agentes David Breckinridge (Sutherland), ex-amigo de Garrison, e a novata Jill Marin (Longoria). Considerado o suspeito nº1 e destituído dos seus deveres, Garrison torna-se um fugitivo e entra numa corrida de vida ou morte para provar a sua inocência e salvar a vida do Presidente, enquanto tenta descobrir a pessoa que está por detrás de tudo.

Filme na linha dos «universos dramáticos muito chegados a thrillers musculados como o inteligente “In the Line Of Fire”, a saga de Jack "Harrison Ford" Ryan ou “The Fugitive”», que aproveita o «hype do excelente exercício de escalada da Fox, que é “24”, (a qual empresta o seu actor principal Kiefer Sutherland, uma das suas premissas, além da ideia do uso de separadores entre cenas).» (in c7nema.net).

No site cinema2000.pt podemos ler a crítica de Jorge Pinto: «(...) O filme é um thriller que retrata uma conspiração para assassinar o Presidente americano. (...) Os primeiros minutos são dignos de um documentário, tal é a ênfase no detalhe operacional dos agentes que protegem o Chefe de Estado. O problema é que este modo operandis nos seus minutos iniciais se vai arrastar o resto do tempo, “O Sentinela” perde-se ao focar os aspectos superficiais de cada personagem e deixa de lado as motivações das mesmas, resultado num filme sem alma que não sabe cativar o espectador. (...) A atmosfera de thriller mais denso perde-se à medida que tropeçamos na previsibilidade da narrativa.
(...) Os actores estão subaproveitados, o que é lamentável (...). Com a excepção de Michael Douglas, que desempenha um papel principal razoável, Kiefer Sutherland está a milhas da intensidade demonstrada num papel similar que interpreta na série «24» e Eva Longoria apenas faz número (o seu papel resume-se a uma bela actriz com uma arma na mão). Kim Basinger, como primeira-dama, tem charme e oferece credibilidade, mas tem um papel limitado e pouco complexo. Aliás, a falta de complexidade é a nota dominante em tudo isto.
“O Sentinela” certamente vai agradar aos espectadores menos exigentes, pois tem componentes para passar o tempo.»

Na revista Première de Outubro, Vítor Moura sentencia que O Sentinela «é eficaz, mesmo com Michael Douglas a correr sempre com fôlego. O actor é consistente na acção como na interpretação (...). Fica apenas a faltar algures um golpe de originalidade. As emoções estão lá, as perseguições e os tiros também mas não há nada verdadeiramente arrebatador. É pena. O melhor: a dupla Michael Douglas/Kiefer Sutherland»; o pior: a discrição de Eva Longoria.»

20 (6ª) e 21 Outubro (Sáb.) – A Minha Super Ex (My Super Ex-Girlfriend)

Para quem aprecia actores que não se repetem, aí está Uma Thurman imparável, aqui num registo cómico e, no mínimo, tresloucado. Uma actriz muito especial que parece ser todo-o-terreno, depois de registos tão particulares como o drama épico de Henry and June, Os Miseráveis ou Dangerous Liaisions, a acção em Paycheck – Pago Para Esquecer ou Kill Bill, a ficção científica de Gattaca, a comédia romântica de Prime – Terapia do Amor, e o inclassificável Pulp Fiction (acção, drama...?). Chega a vez de reinar num filme que funde os géneros de acção, comédia e romance, A Minha Super Ex, de Ivan Reitman (Caça-Fantasmas).
Thurman encarna Jenny Johnson, alter-ego da super-heroína G-Girl. O seu namoro com Matt Saunders (Luke Wilson, A Jóia da Família) parece perfeito até que Jenny revela o seu lado… possessivo, levando ao fim do romance. Para ultrapassar o desgosto, Jenny recorre aos super-poderes (ela voa, ela levanta carros, ela derrete aço…) para condenar futuros romances de Matt.
Para quem tem dificuldade em digerir as facilidades de uma comédia romântica (eu…), este aparenta ser um género alternativo a ter em conta, nem que seja para assistir a uma personagem que se torna insuportável mas de quem ao mesmo tempo não conseguimos tirar os olhos, na sua missão quase épica de infernizar a vida ao ex-namorado.

Nota ainda para a presença de Anna Faris, uma actriz que começa a mostrar o seu valor, depois da saga Scary Movie – Um Susto de Filme, com participações de qualidade em Lost in Translation – O Amor é um Lugar Estranho e Brokeback Mountain – O Segredo de Brokeback Mountain, e de Wanda Sykes (Monster In Law – Uma Sogra de Fugir), uma comediante hilariante da “escola” stand-up.


27 Outubro (6ª) – Loucos e Apaixonados (Mozart and The Whale)
Uma história dramática, sobre um casal com o sindroma de Asperger (uma forma de autismo), que conta no elenco com Josh Hartnett (Pearl Harbor) e Radha Mitchell (Melinda e Melinda), realizado pelo holandês Petter Næss.
Donald (Hartnett) «dirige um grupo de apoio no centro comunitário local e embora os seus sintomas sejam muito ligeiros comparados aos dos outros participantes do grupo, estes impedem-no no entanto de levar uma vida normal ou conservar um emprego. Quando a bela Isabelle (Mitchell) entra para o grupo, Donald fica absolutamente enfeitiçado por ela, que se apercebe e mantém com ele um certo jogo de sedução e aquilo que os aproxima é ao mesmo tempo aquilo que os separa: Isabelle é directa e agressiva, Donald tende a resguardar-se.» (in c7nema.net).
João Lopes, em cinema2000.pt escreve que «Josh Hartnett e Radha Mitchell são os trunfos principais de um filme que merecia, pelo menos, um título menos "ligeiro" e "adolescente". (...) Na sua simplicidade, a questão central do filme tem a vantagem de condensar o essencial. A saber: até que ponto (ou de que modo) o impulso amoroso que aproxima Donald e Isabella pode sobreviver através dos seus próprios desequilíbrios afectivos e comportamentais?».

De referir a presença de um dos jovens actores mais sólidos nas suas escolhas profissionais, Josh Hartnett, na linha de Jake Gyllenhaal (Donnie Darko) ou Tobey Maguire (Spider Man). Os mais atentos poderão reconhecê-lo no filme de estreia da realizadora Sofia Copolla, The Virgin Suicides - As Virgens Suicidas, ao lado de Kirsten Dunst, James Woods e Kathleen Turner. A fama bateu-lhe à porta depois de Pearl Harbor, acompanhado por Ben Affleck e Kate Beckinsale, permitindo-lhe co-protagonizar Hollywood Homicide com Harrison Ford. Assim, foi-lhe possível escolher a dedo os filmes seguintes, tais como o “labour of love” de Wicker Park de Paul McGuigan (filme pequeno e discreto mas que recomendo vivamente, com Rose Byrne e Diane Krueger, ambas vistas em Troy), o belicismo de Black Hawk Down de Ridley Scott (algo violento, com Ewan McGregor e Orlando Bloom), o preto e branco de Sin City de Robert Rodriguez (muito violento, com Bruce Willis, Jessica Alba, Clive Owen e Rosario Dawson), o desvario de Lucky Number Slevin de Paul McGuigan (thriller humorístico com um elenco de luxo: Lucy Liu, Bruce Willis, Morgan Freeman e Sir Ben Kingsley) e o seu mais recente The Black Dahlia de Brian de Palma, com Scarlett Johansson (A Ilha), Aaron Eckhart (Thank You For Smoking) e Hillary Swank (Million Dollar Baby – Sonhos Vencidos).
Como curiosidade, rejeitou o papel de Jack Twist em Brokeback Mountain, aceite por nada mais nada menos que Jake Gyllenhaal.


28 Outubro (Sáb.) – Garfield 2 – Garfield: A Tail of Two Kitties

Regresso de um género que mistura animação e actores de carne e osso, tendo como cenário a cidade de Londres, pela mão do realizador Tim Hill. Jon (Breckin Meyer), Garfield (voz de Bill Murray) e Odie (Sarah Love Hewitt) viajam para Londres, onde Jon pretende pedir Liz em casamento. Lá, Garfield troca de lugar com um gato da família real, que é idêntico a ele.

Sara Vaz Franco (memoriadeelefanta.blogspot.com)

Saturday, September 30, 2006

Eu e a Música

Discografia essencial:
- Joss Stone (tudo! só o 1º single do Mind, Body and Soul é que borra um bocadito a pintura...)
- Jack Johnson (o homem não sabe não fazer música cool... mas o melhor é mesmo a banda sonora Thicker Than Water)
- Sia (Colour The Small One: "Sometimes I worry my boyfriend will die, my first love is already dead...")
- Dave Matthews Band (Some Devil... "Save me, save me...")
- Maria Rita ("Nem toda a feiticeira é corcunda / Nem toda a brasileira é bunda"... no comments...)
- Arcade Fire (nada melhor para desenjoar da música mais comercial)
- Nelly Furtado (Folklore é muito bom, Loose é muito... diferente)
- Alanis Morissette (Jagged Little Pill, Supposed Former Infatuation Junkie, MTV Unplugged... só esses, os mais recentes podem causar vómitos...)
- Incubus (só não curto o Fungus Amongus, sorry... mesmo com esse nome genial...)
- Gorillaz (altamente recomendável)
- Ms. Dynamite (ganda sistaaaaa! lyrics em grande)
- Scissor Sisters (só por terem criado a música "Take Your Mama Out" merecem uma estátua)
- Justin Timberlake (o boy-band é mesmo bom pah!... a fazer música, claro!)
- Kelly Clarkson (mesmo tendo em conta o meu cepticismo quanto ao pessoal fabricado em programas de TV, a mulher não dá hipótese, digamos que estou quase viciada no álbum Breakaway... vozeirão do catano! Beautiful Disaster ao vivo... :O ninguém canta assim...)
- Frente! (ninguém conhece pois não? pois é, já não existem mas a música é excelente, principalmente em Marvin The Album)
- India Arie (espectacular e viciante... "Brown skin / You know I love your brown skin")
at last...
- The Cardigans, a melhor banda do mundo, só por não serem americanos ou ingleses (são suecos), e pelo inspiradíssimo álbum Long Gone Before Daylight. God Save The Cardigans!!

Tuesday, September 26, 2006

Casanova



Este foi o último a ser visto na minha sala de cinema particular, trocando por miúdos, a ser alugado. O filme é muito mauzinho, uma autêntica desilusão para alguém que apreciou bastante The Cider House Rules - Regras da Casa. No entanto ficou na memória o conselho: "Be the light, not the moth"... Algo a reter para quem se revê na traça; os que são a luz nem precisam que lho digam.
Mas o filme é muito mauzinho...

Be the light, not the moth.

Wednesday, September 20, 2006

Na Corda Bamba (Joanne Harris)

«Nunca acreditei em Deus. Pelo menos no vosso Deus; o Deus que contempla o seu tabuleiro de xadrez e move as peças a seu bel-prazer, erguendo ocasionalmente os olhos para o rosto do adversário com o sorriso de alguém que já conhece o desfecho. Acho que tem de haver algo de horrivelmente imperfeito num Criador que persiste em pôr à prova as suas criaturas, levando-as à destruição, em criar um mundo repleto de prazeres apenas para anunciar que todo o prazer é pecado, em criar uma humanidade imperfeita e esperar que sejamos nós a aspirar à perfeição. O Diabo, ao menos, joga jogo limpo. Sabemos com o que contamos. Mas até ele, o Senhor da Astúcia, trabalha em segredo para o Todo-Poderoso. Tal mestre, tal aprendiz.» Ora toma...!

Setembro em Mafra

8 Setembro (6ª) e 9 de Setembro (Sáb.) - Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto
Sequela de um género recuperado com inesperado sucesso em A Maldição do Pérola Negra, este segundo filme segue a fórmula mágica do seu antecessor: piratas+aventura+Johnny Depp=sucesso. As sequências mais conseguidas assentam no humor físico resultado do inevitável capitão Jack Sparow, personagem que se tornou num ícone cinematográfico e valeu a nomeação para Oscar a Johnny Depp no primeiro filme. Outros pontos de interesse são o esboço de um triângulo amoroso e os fantásticos efeitos especiais na caracterização do vilão de serviço, interpretado por Bill Nighy (O Amor Acontece, 2003). Se Orlando Bloom repete o "arquétipo de herói puro pouco credível" (Première, Agosto 2006), Keira Knightley, actriz britânica nomeada ao Oscar pela sua interpretação de Elizabeth Bennet em Orgulho e Preconceito (Joe Wright, 2005), impõe a sua presença e dá um ar da sua graça, brilhando «com a sua luz muito própria» (Première, Agosto 2006), apesar da sua personagem ser um suporte ao encanto de Sparrow/Depp (quase inseparáveis). De menos bom, apenas há a referir as reviravoltas excessivas e desnecessárias, dando a impressão de um final "arrancado em cima do joelho".

15 de Setembro (6ª) e 16 de Setembro (Sáb.) – Carros
Filme de animação do criador de Toy Story e Uma Vida de Insecto, Cars conta a história de Lightning McQueen (voz de Owen Wilson, actor de Os Fura Casamentos), «um jovem carro de corridas, aliciado pela celebridade e pelo sucesso, que, na sequência de um acidente, fica inesperadamente retido em Radiator Springs» (Première, Junho 2006). Entre peripécias, McQueen lida com personagens invulgares como Sally (voz de Bonnie Hunt), Doc Hudson (Paul Newman) e Matter (Larry the Cable Guy), que lhe ensinam valores mais importantes que meros troféus e fama. Luís Salvado, crítico de cinema, dá cinco estrelas a este filme, o equivalente a magnífico, na revista Première de Julho: «Para todos, sem excepção. A Pixar voltou a provar que tem um currículo sem falhas, sem rival no campo da longa-metragem animada (...). Temas adultos são abordados sem prejuízo de uma componente de entretenimento sensível a todas as idades. (...) Carros é um excelente filme (...)».

29 de Setembro (6ª) - Crianças Invisíveis
Filme dividido em sete capítulos, cada um assinado por um realizador diferente, abordando a condição das crianças em diferentes pontos do planeta. Mehdi Charef filma um rapaz de doze anos dentro de um grupo de combatentes armados em África; Emir Kusturica (A Vida É Um Milagre) conta a história de um jovem de etnia cigana; Spike Lee (O Infiltrado) segue a vida de uma adolescente de Brooklyn; Kátia Lund filma dois meninos de rua de São Paulo; Ridley Scott (Reino dos Céus) e a filha Jordan Scott seguem um fotojornalista traumatizado; Stefano Veneruso revela a vida de um jovem criminoso de Nápoles; e John Woo (Missão Impossível 2) apresenta a relação entre um órfão e um homem rico e atormentado. O crítico de cinema João Miguel Tavares escreve na Première de Julho que o melhor do filme são «as curtas de Kátia Lund, John Woo e Emir Kusturica. É Woo quem assina a abordagem mais complexa (...), porque demonstra que o sofrimento não tem uma relação unívoca com a pobreza. (...) O que vale a pena, para além do episódio de Woo, é o de Kusturica, no seu habitual delírio balcânico, e também o de Lund, co-realizadora de Cidade de Deus, que transporta toda a energia das favelas brasileiras para o grande ecrã (...)».

30 de Setembro (Sáb.) - Edison
Neste thriller sobre a corrupção policial, Morgan Freeman (Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos) e Kevin Spacey (Super-Homem: O Regresso) encabeçam um elenco que inclui a estrela pop Justin Timberlake, a estrela rap LL Cool J (O Recruta) e Dylan McDermott. O filme segue um repórter (Timberlake) que investiga uma força policial que aparenta controlar o crime da cidade de Edison.

Eu e o Cinema

Os filmes "cinco estrelas", na minha modesta e diversificada opinião:
- Eternal Sunshine Of The Spotless Mind
- The Village
- Crash
- Brokeback Mountain
- The Bourne Identity
- Moulin Rouge
- Romeu+Juliet
- Cold Mountain
- Dangerous Liaisons
- Emma
- Hero

Outros filmes bons:
- Star Wars: The Revenge of the Sith
- Memento
- Enemy At The Gates
- Solaris
- Wicker Park
- Garden State

Actrizes favoritas: Claire Danes, Rachel Weisz, Meryl Streep, Kate Winslet, Gwineth Paltrow, Natalie Portman.
Actores favoritos: Jake Gyllenhaal, Josh Hartnett,Gael Garcia Bernal, Tobey Maguire, Wes Bentley, Dustin Hoffman, Ewan McGregor.