Tuesday, March 27, 2007

Elefante Africano


Introducing... Loxodonta spp.... mais uma paixão. Esta bem grande.
O elefante africano é o maior animal terrestre. Enquanto os machos medem cerca de três metros na altura do ombro e pesam entre cinco mil e seis mil quilos, as fêmeas medem cerca de 2,5 metros até ao ombro e pesam entre três mil e 3,5 mil quilos.

"As guerras permanentes em que quase todos os países africanos se viram envolvidos, levou a que esta espécie tenha desaparecido de vastos territórios, já que a venda das suas presas permitia às tropas garantir parte da quantidade de armamento necessário para as suas guerras, que na maior parte das vezes aconteciam por questões tribais.
Em alguns locais, foram criadas reservas para a sua protecção, o que levou a uma sobrepopulação em alguns desses parques. Como resultado deste aumento do número de animais, as reservas abrem periodicamente as suas portas a caçadores, que podem caçar, com autorização, alguns elefantes mais velhos ou os mais problemáticos. Este procedimento alivia a pressão sobre a caça clandestina nos locais onde existe menor número de exemplares e mantém as manadas controladas dentro das reservas."

É uma pena abrirem épocas de caça a elefantes porque atingem números excessivos (míseros milhares quando se o homem não os dizimasse seriam centenas de milhares) e não abrirem caça ao Homem... também está em número excessivo... ah é verdade, isso já os africanos fazem entre si.

Tuesday, March 06, 2007

Fotos 2006 II

É o que dá o amor pela calçada... Esta é ericeirence, mas todos os dias passo por outro no campus da fct :)

Dezembro na Ericeira, praia dos pescadores.


Thursday, March 01, 2007

The New World

Peço permissão à autora do seguinte parágrafo, roubado do seu blog asimagensprimeiro, para o partilhar no meu:

«É mais que um filme, é uma experiência. É um arrepio sensorial, um convite à contemplação. Entramos nele e sentimos. O vento como que nos faz tremer a pele, a água como que nos toca as mãos. É um poema, uma peça de teatro. É Romeu e Julieta, é uma apologia da bondade (que pode trazer outra bondade mas nem sempre felicidade). É um retorno às origens, é traço de uma pintura paisagística. É génesis e é magia. É simples, é profundo. É documental, é histórico, é antropológico. É um concerto de música, é um suspiro de duas horas e trinta. É novo, é um retornar ao antigo. É o melhor filme do ano. »

Nada a acrescentar, correndo o risco de estragar.

Sunday, February 11, 2007

Fotos 2006

Gosto tanto desta foto, tirada por mim, quase que tirada a mim.
Por isso tinha que a por aqui para respirar o mundo e para que o mundo a respire.


E esta também tá gira...! É quase um tributo ao anonimato ou coisa assim...
Tanto dá para ver o homem a olhar para o miúdo num instante pai-filho, como estar virado para lá, para a parceira de jogo... é o que se quiser. Sugestões...?

Thursday, February 08, 2007

Lucky Number Slevin


O realizador Paul McGuigan, o mesmo de Wicker Park (um dos meus predilectos e também com Josh Hartnett) muda radicalmente de estilo e apresenta-nos a sua visão do submundo gangster, com um filme inesperadamente violento (os trailers davam mais a ideia de comédia com pozinhos de thriller que outra coisa).


Josh Hartnett é Slevin, acabado de chegar a Nova Iorque e confundido com o seu amigo Nick Fisher, sendo por isso apresentado aos barões da máfia e arqui-inimigos The Boss (Morgan Freeman, igual a si próprio, ou seja, igual a dezenas de outras personagens) e The Rabi (Sir Ben Kingsley, irreprensível na obsessão e fanatismo necessários à compreensão da personagem).
Lucy Liu é Lindsay, a vizinha do misteriosamente desaparecido Nick, que mergulha no mistério e dá de caras com Bruce Willis. Slevin é então encarregue de pagar uma dívida de Nick e para isso são-lhe dadas 48h para "despachar" o filho do Rabi.

Não aprecio particularmente o tipo de filme que parte da premissa em que nada é o que parece, mas se não for levado muito a sério, até é engraçado, apesar de não ser extraordinário. Acaba por apresentar uma reviravolta interessante, com o defeito de ser pouco (quase nada) verosímel, daqueles casos em que o golpe é tão bem planeado que tudo corre como previsto. A única coisa que acontece fora dos planos é, pois claro, o chamado "amor". É sempre bonito, sim, é verdade, mas o romance sai falseado pela reviravolta do filme, uma vez que (atenção ao spoiler!!) se te apaixonas por um inocente e distraído desconhecido, é pouco provável que no dia seguite, ao descobrires a sua verdadeira identidade (de assassino, diga-se de passagem), sigas o seu rumo. Mas pronto, é filme e damos o desconto.
Os diálogos da primeira metade do filme, supostamente um trunfo, pareceram-me pouco originais, não resultando o objectivo de serem cómicos, e quando assim é, tornam-se algo pobres.

Este filme fica na categoria do "Não Aquece Nem Arrefece"; vale o euro que paguei pelo aluguer, mais que isso nem por isso.

Friday, February 02, 2007

Top 10 2006

1 - Brokeback Mountain
2 - The New World
3 - V for Vendetta
4 - Pride & Prejudice
5 - Paris Je T´Aime
6 - House Of Flying Daggers
7 - History of Violence
8 - Superman: Returns
9 - The Departed
10 - Blood Diamond






Filmes por ver e que provavelmente entrariam no top: Marie Antoinette, 007 - Casino Royale (eu que não suporto os 007´s...), The Squid and the Whale, Children of Men, etc.

Filmes mais ou menos (não aquece nem arrefece): Miami Vice, Memoirs Of A Geisha, Hard Candy, Match Point, Walk The Line, Inside Man, Casanova, Lucky Number Slevin, World Trade Center.

Filmes que não gostei (mesmo...): Babel, The Prestige, Lady In The Water, The Black Dahlia, Brothers Grim, Little Miss Sunshine.

Thursday, February 01, 2007

Assim Não

Em assimnao.org podemos ler: "O aborto legal não é meio adequado à eliminação desse sofrimento, à eliminação ou mesmo à redução substancial do mal que é o aborto. Nós não queremos simplesmente acabar com o aborto clandestino, nós queremos acabar com o aborto. E para acabar com o aborto não se oferece o aborto.
Se todos concordamos que o aborto é mau, que o aborto é sofrimento, porque é que ele deve ser a “alternativa” a oferecer às mulheres?"
Assunção Cristas 30 de Janeiro de 2007

"Ora, ou é uma vida ou não é. Se é – e é – só podemos defender que viva. Não é possível, nem lógico, nem “moderado” dizer que é mais ou menos uma vida, que a mulher é que sabe se é vida ou não ou que só é vida se eu acreditar que sim. As coisas não são assim, às vezes as coisas são irremediavelmente mais simples."
Inês Teotónio Pereira 26 de Janeiro de 2007

"A pena de morte foi considerada normal para passar a ser repudiada, pois o direito à vida foi reconhecido e legalmente defendido – veja-se a Declaração dos Direitos do Homem.
Vamos repudiar a vida agora?"
Paula Braz Machado 21 de Janeiro de 2007

"Sabia que:
- A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.
- Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).
- Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento."

Os defensores do "Sim" consideram que o facto de Portugal ser o País da Europa com maior número de adolescentes grávidas é um "problema dramático", palavras de Lídia Jorge. Essa sra. devia ser posta mais vezes a falar na praça pública: qualquer pessoa com meio palmo de testa confronta-se assim com o porquê de não ser pelo Sim e defronta-se com a mediocridade dos seus defensores. Ora bem, se o facto de grande parte dos adolescentes actuais que iniciam a sua vida sexual aos 12 anos (antes? pré-adolescentes então) e de cada namorado/namorada por semana ser uma nova relação sexual não é tido como uma fonte de futuras mães adolescentes, o facto de a ausência de educação sexual (aposto que ausência de educação em casa) não é considerado uma causa de tal problema dramático, então pois claro, aborto convosco meninas-que-são-o-máximo-na-promiscuidade-mas-afinal-são-o-máximo-de-coitadinhas. Coitadinhas mesmo. É certo que tudo o que seja valores vindos de fora, ou seja, da sociedade portuguesa e ocidental (tv, revistas, sei lá mais o quê), lhes diz para serem promíscuas (gosto tanto desta palavra e não suporto a sua personificação), senão são «párias sociais» («Sabes o que quer dizer "pária"? / Nem sei o que quer dizer "social»), mas o que me intriga é: se são tão crescidinhas para desfrutarem tão bem de relações sexuais, porque não desfrutarem tão bem ou melhor das suas consequências tão naturais e humanas? Ah talvez os paizinhos não lhes digam: "Filha/filho, força aí com o namorado/namorada, mas fica sabendo que pode acontecer uma coisa chamada gravidez, ok? Mas pronto, caso aconteça, pode ser que a lei passe e aborto contigo! Ahm, contigo não, com "a coisa humana" que daí vem...".
Aborto convosco indeed.

Tuesday, January 23, 2007

Oscares 2007

E os nomeados são:

Actor principal
- Leonardo DiCaprio por Blood Diamond
- Ryan Gosling por Half Nelson
- Peter O´Toole por Venus
- Will Smith por The Pursuit of Happyness
- Forrest Withaker por The Last King of Scotland

DiCaprio é o grande actor da actualidade da sua geração, Gosling a grande surpresa, O´Toole o veterano, Smith o outsider e Withaker o favorito (levou o Globo de Ouro o malandro) :D

Actriz principal
- Penélope Cruz por Volver
- Judy Dench por Notes on a Scandal
- Helen Mirren por The Queen
- Merryl Streep por The Devil Wears Prada
- Kate Winslet por Little Children

Cruz é brava, Dench habituada às lides, Mirren favorita, Streep é pra mim a melhor actriz viva (não conheço muito as mortas :p), Winslet é pra mim a melhor actriz da sua geração e sempre a minha favorita :D

Actor Secundário
- Alan Arkin por Little Miss Sunshine
- Jackie Earle Haley por Little Children
- Djimon Hounsou por Blood Diamond
- Eddie Murphy por Dreamgirls
- Mark Whalberg por The Departed

Murphy é o grande favorito, já levou o Globo de Ouro...

Actriz Secundária
- Adriana Barraza por Babel
- Cate Blanchett por Notes on a Scandal
- Abigail Breslin por Little Miss Sunshine
- Jennifer Hudson por Dreamgirls
- Rinko Kikuchi por Babel

A par de Winslet, Blanchett "arrebenta" com tudo sempre que lho permitem, mas... Hudson é favorita... Globo de Ouro e tudo... talvez haja aqui surpresa com uma menina de Babel :D

Realizador
- Alejandro González Iñárritu por Babel
- Martin Scorcese por The Departed
- Clint Eastwood por Letters From Iwo Jima
- Stephen Frears por The Queen
- Paul Greengrass por United 93

Este ano tem que ser o ano do Scorcese, senão o mundo cinéfilo deixa de acreditar nos Oscares!

Filme:
- Babel
- The Departed
- Letters From Iwo Jima
- Little Miss Sunshine
- The Queen

Iwo Jima parte à frente... we´ll see...

Argumento Adaptado:
- Borat (como...???)
- Children of Men
- The Departed
- Little Children
- Notes on a Scandal

Come again...? Borat??? Aposto em Little Children...

Argumento Original:
- Babel
- Letters From Iwo Jima
- Little Miss Sunshine
- Pan´s Labyrinth
- The Queen

Little Miss Sunshine convosco!!!!

Friday, January 05, 2007

Paris Je T´Aime


Bela peça. Belo conjunto de peças. As melhores curtas são a da Natalie Portman (como não podia deixar de ser....), a da mesquita (apesar do diálogo utópico) e a da oficina ("Acreditas em almas-gémeas?...), realizado por Gus Van Sant, o mesmo de Elephant. A de Walter Sales, realizador de Cidade de Deus e O Fiel Jardineiro, é a mais fraca.

Gostei. Gostei muito.

Monday, December 18, 2006

Parques Naturais



National Geographic Outubro 2006
Especial Parques Naturais – Santuários Sobre Cerco

Pág. 23: “(...) nenhuma das outras formas de protecção tem a força de um parque nacional. Nenhuma encarna a ideia de uma relação especial entre o corpo dos cidadãos de um país (usufrutuários no presente, garantias do futuro) e uma valiosa e estimada parcela do mundo natural. Só os parques nacioais têm essa força. Os parques nacionais são representattivos dos dons especiais de um país... e dos seus ideais.
O Parque Nacional do Serengueti diz ao mundo que os cidadãos da Tanzânia, aceitando o fardo de algum incómodo, se consideram previligiados por abrangerem, dentro das suas fronteiras, uma vasta pradaria cheia de leões. O Parque Nacional de Galápagos atesta que os cidadãos do Equador reconhecem as extraordinárias riquezas biológicas do arquipélago, mas também o papel crucial que as ilhas representaram na história da ciência, através de Charles Darwin. O Parque Nacional de Ujung Kulon, na extremidade ocidental de Java, simboliza o esforço empenhado da Indonésia para assegurar a sobrevivência dos terrivelmente ameaçados rinocerontes-de-java. O Parque Nacional dos Fiordes recorda-nos que a Nova Zelândia é a Noruega do Sul.
(...) o Parque (Nacional de Gir, na Índia) e a sua zona tampão não existiriam hoje sem a atitude visionária assumida há mais de cem anos por um potentado local. O nababo de Junagadh, para o qual o leão era precioso, principalmente como espécie venatória. (...) Os leões de Gir tinham sido caçados em excesso, restando um número perigosamente reduzido da sua população. Por esse motivo, no início do século XX, decretou uma proibição temporária da caça ao leão, estabelecendo a protecção florestal de Gir como reserva de vida selvagem de facto. (...)

(...) O Parque Nacional de Yellowstone abrange 8.992 km2 de floresta, pradaria e águas – um território rectangular com lados que medem 87 por 101 kms. É relativamente grande para um parque, mas não suficientemente grande para assegurar a longo prazo a preservação da população de ursos-pardos. (...)”

Os Parques em Debate
Pág 34: “O vale (do Parque Nacional) de Yosemite (EUA) é atravessado por uma frota de autocarros híbridos, alimentados a gasóleo e electricidade. Cerca de 75% dos 3,4 milhões de visitantes anuais do parque utilizam o serviço gratuito (...). O trânsito atormenta parques, mas há excepções, como no Parque Nacional de Zion. Há seis anos, o Serviço de Parques proibiu praticamente todos os veículos de percorrer a estrada que liga as atracções masi populares de Zion na época alta. Entre Abril e Outubro, autocarros silenciosos alimentados a propano transportam os visitantes, eliminando quatro mil viagens de carro diárias. Custo de funcionamento dos autocarros? Menos de um euro por ano e por visitante. Benefícios? Menos tensão e ruído, mais qualidade do ar e sossego. E voltou a ser possível ouvir o rio Virgin serpenteando pelo desfiladeiro.”

Pulmões Urbanos
Pág. 56: “A Cidade das Luzes é também uma cidade verde, com uma panóplia de parques e jardins onde os parisienses descansam e rejuvenescem.”
Pág. 68: “(...) para os parisienses, qualquer local da cidade serve para fazer de parque ou de jardim: varandas minúsculas, fábricas de automóveis abandonadas, garagens de estacionamento falidas, instalações ferroviárias abandonadas e, até, a gigantesca fachada curva de um novo museu. Sacrificam a largura das avenidas em benefício da existência de trilhos para bicicletas, protegidos por árvores de copa frondosa. Defendem a criação de jardins comunitários, em vez de apartamentos ou centros de congressos. Renunciam a uma movimentada auto-estrada urbana ao longo do Sena para desfrutar uma praia fluvial temporária. Em cada terreno baldio, vislumbram a hipótese de uma catedral verdejante.

(...) Nos últimos cinco a dez anos, o plantio de árvores e a criação de novos parques em cidades registou um crescimento explosivo. Segundo artigos científicos recentes, os espaços preenchidos por vegetação frondosa filtram a poluição e capturam partículas minúsculas de sujidade e fuligem: as árvores das ruas podem reduzir as partículas em suspensão libertadas pelos tubos de escape. As folhas das árvores também bloqueiam a luz solar, criando ilhas de arrefecimento na cidade.”

Segundo estudos em bairros sociais de Chicago, “as pessoas residentes em edifícios próximos das áreas verdes tinham um espírito comunitário mais apurado e lidavam melhor com as tensões do quotidiano. Eram menos agressivas, menos violentas, atingiam melhores níveis de desempenho em testes de concentração e conseguiam gerir os seus problems de forma mais eficaz. E também se sentiam mais seguras... e com razão! Um estudo sobre crimes violentos (...) demonstrou que, no interior de edifícios com vegetação próxima, desde que esta não prejudicasse a visibilidade, e nas suas redondezas, só se registavam metade dos crimes, comparativamente com áreas sem vegetação. Segundo Frances Kuo, quanto mais verde o espaço circundante, mais baixa a taxa de crimes contra pessoas e bens. A equipa também identificou menos lixo e graffiti em paisagens naturais.

(...) Os cientistas descobriram que as crianças com défice de atenção registavam uma diminuição dos sintomas quando expostas a ambientes naturais. Os pais relataram que as capacidades de concentração, de realização de tarefas e de cumprimento de indicações das crianças melhoraram dramaticamente depois de brincarem em espaços verdes. (...) Viver numa cidade, sob a pressão do ruído e do trânsito, dos conflitos e das exigências, torna-nos “irritáveis e impulsivos”, diz Frances Kuo. Em contacto com a natureza, refrescamos a mente e repousamos a atenção reflexiva, rendendo-nos à atenção espontânea e reparando frequentemente, de forma involuntária, nos estímulos provocados nos nossos sentidos pelo ambiente que nos rodeia. (...) Dois importantes estudos sobre centros urbanos populosos da Holanda e do Japão demonstraram que os seres humanos que vivem em zonas com fácil acesso a espaços verdes onde podem caminhar gozam de melhor saúde e a sua taxa de mortalidade é inferior à das pessoas sem esse acesso. Investigações na área da saúde humana sugerem que até um contacto relativamente passivo com a natureza permite baixar a tensão arterial e os níveis de ansiedade.

Os responsáveis políticos pelo planeamento já terão compreendido esta mensagem. Em 2003, a Conferência de Presidentes dos Municípios dos EUA aprovou uma resolução para promover a preservação e o cultivo de novas árvores e florestas nos ambientes citadinos. Dois anos mais tarde, 50 líderes municipais do planeta assinaram a Declaração das Cidades Verdes no Dia Mundial do Ambiente das Nações Unidas, organizado em São Francisco. (...) Presidentes de municípios de todo o mundo decidiram traçar um novo rumo para o ambiente urbano, iniciando esforços para reduzir os resíduos e a poluição, melhorar o congestionamento e –
até 2015 – assegurar a existência de um parque público ou espaço aberto recreativo a menos de 500 metros de cada residente citadino.
(...) Investigadores como Frances Kuo têm provado que os parques urbanos representam um investimento público mínimo, mas com enorme retorno. “Os parques ajudam os seres humanos a tomar conta de si próprios. Talvez as cidades não tenham de gastar tanto em serviços sociais, médicos e de segurança para resolver os seus problemas”, diz."

Saturday, December 16, 2006

Charaaannn...!!



Obrigado... obrigado... tá boazita tá sim sr. Sim, sim, tem tirado boas notas e porta-se bem...

All hail the Vespa!!

"Então o teu blog, vai de vento em popa?

Sim. Ou melhor, vai de vespa em popa."...

Saturday, December 02, 2006

Energias Renováveis

National Geographic Agosto 2005

"Mais Poder – Onde estará a próxima solução energética?
Energia Solar: energia grátis com preço (pág.18)
(...) Aos níveis de eficiência actuais, seriam precisos cerca de 26 mil km2 de painéis solares para satisfazer todas as necessidades de electricidade dos EUA: segundo cálculos do Ministério da Energia dos EUA, esses painéis ocupariam apenas 7% dos telhados e passeios nas zonas urbanas. (...) Maioritariamente utilizados para aplicações térmicas, há cerca de 260 mil m2 de painéis solares instalados em Portugal.”

Energia Eólica: festim ou penúria?
(...) O total da capacidade eólica instalada na Dinamarca eleva-se actualmente a mais de três mil megawatts e satisfaz cerca de 20% das necessidades da energia eléctrica do país. Em toda a Europa, generosos incentivos criados para reduzir as emissões de dióxido de carbono provocadas pelo petróleo e pelo carvão provocaram um crescimento explosivo da energia eólica. O continente europeu é líder mundial no sector eólico, com quase 35 mil megawatts, equivalentes a 35 grandes centrais a carvão. Em Portugal, com o incremento da última década, a capacidade instalada é de 682 MW, correspondentes a 76 parques. (...)

Do lado das vantagens, a eólica e a solar podem proporcionar aquilo a que se chama energia distribuída: geram electricidade em pequena escala, perto do consumidor. Não é possível criar uma central a carvão privada, mas qualquer pode possuir uma turbina eólica, com baterias para os dias calmos. Quanto maior for o número de casas a produzir energia eólica, mais pequenas e baratas serão as centrais electroprodutoras e as linhas de transporte de electricidade

Biomassa: Cultive Combustível
(...) Apesar do ritmo lento, o mercado nacional de biomassa está agora muito activo e até final do ano representará 3% do consumo português de gasóleo. Aliás, também a biomassa pode ser usada para produção de energia eléctrica. (...) Em Portugal, desde 1999, há uma unidade industrial em Mortágua com uma potência instalada de 9 MW (o mínimo de rentabilidade estimado para uma unidade deste tipo).

Fusão: O Fogo Intermitente
A fusão é a mais prometedora das fontes energéticas do futuro, o fogo das estrelas nos lares humanos. Produzida no momento em que dois átomos se fundem num só, a energia por fusão poderia satisfazer enormes quantidades da procura no futuro. O combustível duraria milénios. A fusão não geraria resíduos radioactivos de longa duração, nem matéria para os terroristas ou os governos transformarem em armamento. Exige igualmente um dos mais complexos equipamentos existentes sobre a Terra.
(...) A fusão nuclear a quente é difícil, porque o combustível precisa de ser aquecido a uma centena de milhões de graaus aproximadamente, até que os átomos comecem a fundir. A essas temperaturas, o hidrogénio forma um vapor agitado e indisciplinado de partículas carregadas de electricidade, chamado plasma.. “O plasma é o estado mais comum da matéria em todo o universo, mas também é o mais caótico e menos facilmente controlado”, diz um físico. O desafio associado à criação e contenção do plasma é de tal forma grande que, até agora, nenhuma experiência de fusão rendeu mais de 65% da energia despendida para desebcadear a reacção."

Friday, December 01, 2006

A Caminho do Bairro



Heya o pxoal :D

Gosto da Sofia a espreitar, é pena o Carvalho à frente :P












.................................................. sem palavras...........................................

Friday, November 24, 2006

Pelas Ruas Do Bairro


A bela da vespa ilumina o caminho.

Ficámos a saber que pertencia ao barman do bar onde pedimos indicações :D









Neste caso, os sapatos indicam o caminho...

Os velhos All-Star´s que me recordam os sofridos anos de ciclo, aí estão eles em força e cheios de "sentido fashion" :p

Tuesday, November 21, 2006

Novembro em Mafra

“EU, TU E O EMPLASTRO” – “YOU, ME AND DUPREE”
Comédia romântica realizada pelos irmãos Anthony e Joe Russo que assenta num triângulo inesperado: o casal Carl (Matt Dillon, There´s Something About Mary – Doidos Por Mary) e Molly Peterson (Kate Hudson, The Skeleton Key – A Chave), recém-casados, acolhe Randy Dupree (Owen Wilson, Wedding Crashers – Os Fura Casamentos), «o padrinho de casamento de Carl que foi despejado de casa e despedido do emprego por ter comparecido na boda» (in “Première”, Agosto 2006), tornando a vida do casal um pequeno inferno.
No site C7nema.net lê-se: «É simplesmente insonsa e absolutamente descartável, mesmo em época de vacas magras em que sabe bem ir ao cinema só para escapar ao calor que se sente no exterior. (...) A mediocridade do argumento não facilita a tarefa dos actores. O par composto por Kate Hudson e Matt Dillon não é tão credível quanto se poderia esperar, o que deita completamente abaixo o aspecto “romântico” do filme (…). Cabe ao emplastro de serviço Owen Wilson a tarefa de ir salvando o filme quando este bem precisa (...)».
O destaque neste filme vai para a presença secundária de Michael Douglas, como pai controlador de Molly, e para o facto de tanto Kate Hudson como Matt Dillon serem actores nomeados para as categorias de actriz e actor secundário, pelas suas prestações em Almost Famous – Quase Famosos e Crash – Colisão, respectivamente, e Owen Wilson ter sido um dos argumentistas nomeados por The Royal Tenenbaums

ASTÉRIX E OS VIKINGS (Versão Portuguesa)
Filme de animação dos realizadores dinamarqueses Stefan Fjeldmark e Jesper Møller, em que a pequena vila gaulesa acolhe o irreverente Atrevidix, sobrinho do chefe, e Astérix e Obélix são encarregues de fazer dele um homem de verdade. Entretanto, os Vikings desembarcam na Gália... ( in 7arte.net).
«A história complica-se quando Atrevidix é capturado pelos Vikings. Os heróis, Astérix e Obélix, são novamente convocados. Desta vez, têm de dar tudo por tudo para o recuperar.Enquanto partem à sua procura até ao Grande Norte, o jovem protegido embarca contra a sua vontade numa infame conspiração, descobrindo “à força” a bela e intrépida Abba, e que o amor por vezes tem o mesmo efeito que um murro certeiro... O chamado choque de culturas!Baseado no álbum "Astérix e os Normandos", de 1965, esta é a décima-oitava longa-metragem de animação protagonizada pelo pequeno guerreiro gaulês, criado por René Goscinny e Albert Uderzo, em 1959, para a revista "Pilote".O filme, o primeiro depois de duas versões em imagem real - "Astérix e Obélix contra César" e "Astérix e Cleópatra" - que se revelaram dos maiores sucessos do cinema francês, custou mais de 22 milhões de euros.Apresenta-se assim como um projecto ambicioso, que pretende combinar o melhor da animação tradicional com as mais modernas tecnologias desta área.Depois de 4 anos de trabalho, mil e trezentos planos, cem mil desenhos e quase meio milhar de pessoas envolvidas, ele aí está para gáudio dos mais novos e dos outros, que cresceram a sonhar com gauleses, romanos e serenatas desafinadas.» (in estreia.online.pt

VOLTAR – VOLVER
O novo filme do mais prestigiado realizador espanhol, Pedro Almodóvar, conta a peculiar história de três mulheres - avó, filha e neta - que decidem deixar o lugar onde nasceram e viajar para Madrid na busca de fortuna e de uma vida melhor.
Apresentando um elenco feminino premiado no conjunto em Cannes, brilham Penélope Cruz (Sahara) como Raimunda e Carmen Maura como Irene.
No site c7nema.net lemos: «(...) Em La Mala Educación (2004), Almodóvar resgatava alguns episódios da sua juventude, em “Volver” ele recupera momentos, lugares e emoções prévias à sua chegada a Madrid. Almodóvar fala da cultura da morte no meio rural, do estranho mas pacífico convívio com mortos que acabam por nunca desaparecer da vida dos seus entes-queridos. (...) Depois de três filmes marcados pelo drama, Almodóvar regressa ao humor, que nele nunca é estado puro, num filme que declara o seu amor às mulheres. Mais do que em qualquer outro, a presença das mulheres neste filme é esmagadora. “Volver” é sobre a sua força, sobre a vida que lhes resta quando os homens as abandonam e as desprezam, sobre o seu sofrimento, o seu carinho e compreensão, o seu entendimento secreto e a sua solidariedade. Fortes e vulneráveis, carnais e sentimentais, elas são mães, filhas, irmãs, vizinhas e amigas. A todas elas, Almodóvar dá a dose adequada de humanidade, com os desabafos e os pequenos absurdos da vida real (...). As actrizes, sem excepção, estão irrepreensíveis. Penélope Cruz tem aqui o seu melhor papel, numa imagem a la Sophia Loren (...). Uma Carmen Maura que, voltando a trabalhar com Almodóvar após Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), está perfeita como esposa despeitada e mãe dedicada, com extrema fluidez na passagem da comédia ao drama (...)».
A crítica de cinema Maria do Carmo Piçarra atribui quatro estrelas a Volver (equivalente a Bom) na edição de Outubro da revista “Première”: «Para quem goste de cinema e de Almodóvar. O melhor: a verdade do retrato das relações entre as mulheres do filme. O pior: compará-lo com Tudo Sobre a Minha Mãe ou Fala Com Ela. (...) Em plena maturidade, Almodóvar mantém a sobriedade e o registo íntimo que a sua obra ganhou nos últimos títulos. A estilização e as provocações com que ganhou fama na fase inicial da sua carreira cederam ao sentimento, que nunca cede à facilidade, e o seu humor de sempre humanizou-se na medida da introspecção do autor (...)». A referir que, habituado à nomeação para Oscar em filmes anteriores como Fala Com Ela (com o qual foi nomeado para melhor realizador e venceu para Argumento Original), este Volver volta a levar o nome de Almodóvar ao famoso “Oscar-buzz” em que se antecipam possíveis nomeações para os Prémios da Academia, tal como Penélope Cruz que, segundo o mesmo submundo de previsões, se apresenta na linha da frente para uma possível nomeação na categoria de Actriz Principal.

SERPENTES A BORDO – SNAKES ON A PLANE
Um caso singular de sucesso, tendo ganho notoriedade quando ainda em rodagens, fruto da aldeia global que a internet permite. Através de ferramentas como blogues e sites, este filme mereceu uma antecipação que o transformou num filme de culto mesmo ainda antes de o ser.
O realizador David Ellis (Celular – Ligação de Alto Risco) transforma Samuel L. Jackson (S.W.A.T., Pulp Fiction, O Protegido) num agente do FBI que acompanha uma testemunha num voo quando centenas de cobras venenosas são libertas dentro do avião. Tripulantes e passageiros vêem-se forçados a juntar forças para garantir a sobrevivência de todos. O crítico de cinema JP Machado escreve no site 7arte.net: «(...) pela primeira vez numa obra de cinema, o público pôde acrescentar material ao argumento, tornando-o uma espécie de “work in progress”. É uma ideia estimulante, mas também altamente arriscada, pondo em risco, nomeadamente, a coerência do argumento. (...) certas cenas têm a bizarria carregada de humor negro (inquietantes e cómicas ao mesmo tempo) (...). (...) A estrutura do argumento não apresenta propriamente inovações, é um filme de acção com todos os condimentos habituais, mas o que importa é que cumpre perfeitamente a sua função de entretenimento. (...) O melhor do filme são os diálogos (…) de uma qualidade rara e Samuel L. Jackson (...) tem um papel à sua medida; atrevo-me a dizer que poderá ser o papel da sua vida, aquele pelo qual será mais recordado. E claro: é com expectativa que aguardamos a já célebre frase que a sua personagem diz lá para o fim do filme, quando a sua irritação atinge o limite e ele decide resolver o assunto de uma vez por todas: “I’ve had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane!”. Uma delícia!»
Já no site c7nema.net se lê: «(...) Para ajudar ao riso – pois terror e pânico só mesmo para quem têm medo de voar ou de cobras, este trabalho tem uma série de personagens divertidas, onde não falta um rapper com a pancada da higiene, uma dondoca que tem medo de se despentear, um casal de jovens apaixonado e sexualmente excitado por estar num avião, e até mesmo uma hospedeira com um fraquinho pela testemunha de acusação. E claro. Nunca é demais lembrar que Samuel L. Jackson está a bordo e trás consigo o estilo “cool” habitual. (...) E com isto o filme caminha pelos passos da comédia de terror apalermada, mas extremamente eficaz, e que se não levarem muito a sério vos poderá levar às lágrimas de tanto rir (há uma cena numa casa de banho, com um homem e uma cobra, que quase me provocou uma paragem cardíaca de tanto rir). (...) deliciosa comédia de horror destinada aos fãs do género, e que bem se pode dizer que cumpre todos os seus objectivos: divertir, divertir e a espaços assustar... »
Sendo um filme de acção e terror, «é necessário recuar até 1999, ano em que O Projecto de Blair Witch foi lançado, para encontrar um movimento de tamanha dimensão na antecipação de um filme.» (in “Première”, Setembro 2006)
Destaque para a presença do actor Benjamin McKenzie, mais conhecido para clientes da série The O.C. – Na Terra dos Ricos na pele do marginalizado-que-afinal-é-uma-jóia-de-pessoa Ryan, que anteriormente participou noutro filme de culto, mas de um género totalmente diferente, Junebug, obra que permitiu a Amy Adams a nomeação para Oscar de melhor actriz secundária na última edição dos Prémios da Academia.

Sara Vaz Franco

Sunday, November 12, 2006

Alterações Climáticas

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Carla A. ALMEIDA[1], Margarida F. GAMA1 & Sara M. FRANCO1
[1] Alunas nº 15595, 15730, 16249, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa


O que são alterações climáticas
As alterações climáticas são alterações do clima que ocorrem a nível global. Na verdade, a Terra está periodicamente a sofrer alterações climáticas devido a factores naturais previsíveis como as variações na inclinação do eixo terrestre, na curvatura da sua orbita em torno do sol ou alterações na radiação solar. Eventos naturais aleatórios, também influenciam o clima. A diferença entre estes fenómenos naturais e o que actualmente se verifica, é de que nos últimos 250 anos a humanidade tem acelerado a tendência de subida da temperatura, que já existia desde o fim da última glaciação, devido às emissões dos chamados gases de efeito de estufa, cuja presença na atmosfera está a aumentar rapidamente devido às actividades humanas.

Os gases de efeito de estufa (GEE) e modo com actuam
A atmosfera tem na sua constituição gases que permitem à Terra a existência de efeito de estufa. Os gases de efeito de estufa são substâncias que têm a faculdade de permitir a passagem da radiação solar e de reter parte da radiação emitida pela superfície da Terra, que tem comprimentos de onda mais longos, voltando a emiti-los para a superfície terrestre sob a forma de calor (Fig.1). Se estes gases não existissem, a vida na Terra não existiria tal como a conhecemos, pois o planeta seria cerca de 30 ºC mais frio.

O mais importante destes gases é o vapor de água (H2O), mas a contribuição das actividades humanas para a sua concentração na atmosfera é considerada mínima se comparada com a dos processos naturais.

O dióxido de carbono (CO2) é o gás que existe em maior concentração na atmosfera, resultando sobretudo da queima de combustíveis fósseis, e de alterações no uso do solo, sobretudo a destruição das florestas. Estes aspectos têm vindo a alterar o ciclo do carbono, ou seja, o saldo entre o CO2 que é retido pelos ecossistemas e aquele que depois é devolvido à atmosfera.

Impactes das alterações climáticas
No mundo…
Os principais impactes que se poderão verificar devido ao efeito de estufa são: fusão dos glaciares: redução do gelo nos cursos de água, lagos e mares; aumento da frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos; aumento do risco de extinção de plantas e animais (perda provável de metade da biodiversidade mundial); aumento da vulnerabilidade das infraestruturas e dos sistemas produtivos e de lazer associados às actividades humanas; aumento do risco de ocorrência de impactes a larga escala e com efeitos irreversíveis associados a alterações das correntes marítimas; aumento do risco de ocorrência de conflitos sociais e de migrações de populações.
Fazendo a comparação entre as décadas de 60 e 90, pode-se verificar que em 1990 ocorreram 3 vezes mais catástrofes naturais relacionadas com as alterações climáticas; 150 mil pessoas morreram em 2000 como consequência directa ou indirecta das alterações climáticas.

Em Portugal…
Prevêem-se os seguintes impactes: aumento de 4 – 7 ºC na temperatura média do ar entre 2000 – 2100; redução das disponibilidades de água, aumento de cheias e pior qualidade da água; risco de perda de terreno em cerca de 67% das zonas costeiras; aumento do nível do mar entre 25 – 110 cm até 2080.

As evidências que se verificam são: a temperatura da Terra subiu cerca de 0,6 ºC no século XX, sendo que a década de 90 foi a mais quente desde 1861, e o ano de 1998 foi o ano em que se atingiram temperaturas mais elevadas (2003 na Europa). No que respeita ao nível do mar, este poderá subir entre 9 e 88 cm até 2100. Poder-se-ão verificar extremos meteorológicos devido à subida da temperatura, tais como, dias extremamente quentes e menos dias extremamente frios. Algumas regiões estarão sujeitas a tempestades, furacões e outros eventos meteorológicos intensos; outras estarão sujeitas a secas; no entanto muitas poderão ser beneficiadas. Quanto aos ecossistemas, a subida rápida da temperatura poderá causar alterações no equilíbrio entre as espécies. No que respeita à agricultura, a produtividade pode aumentar numas regiões e diminuir noutras. As diferenças regionais são importantes e podem aumentar o risco de fome em determinadas áreas. A nível da saúde humana, haverá impactos positivos e negativos, o número de mortes por doenças associadas ao frio pode diminuir, porém a ocorrência de mais ondas de calor aumentará a mortalidade devido a problemas cardio-respiratórios; poderão igualmente ocorrer doenças, transmitidas por insectos, que actualmente são tropicais mas que poderão atingir latitudes mais elevadas, tais como a malária, dengue e febre-amarela. Outros tipos de doenças, como a cólera e a salmonela poderão também ser mais frequentes devido, por exemplo, à maior incidência de cheias.

A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas
Após ter surgido a questão do aquecimento global no final da década de 1980, a comunidade internacional começou a debater o que fazer perante o problema. O resultado desta discussão materializou-se em 1992, com a adopção da Convenção Quadro para as alterações climáticas, durante a Cimeira da Terra no Rio de Janeiro. O principal objectivo deste acordo é conseguir estabilizar as concentrações (não as emissões) de gases com efeito de estufa de forma a impedir que a actividade antropogénica tenha repercussões graves sobre o sistema climático. Esta convenção determina que os países devem “tomar medidas de precaução para antecipar, prevenir ou minimizar as causas das alterações climáticas e mitigar os seus efeitos adversos”[1], afirmando que “a falta de uma certeza científica absoluta não deve ser usada como razão para adiar tais medidas”3. Segundo esta Convenção, os países desenvolvidos são historicamente responsáveis pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa, devendo por isso ser os primeiros a tomar medidas para combater o problema das alterações climáticas, estabilizando as suas concentrações dos gases de efeito de estufa até ao ano 2000 aos níveis que tinham em 1990.
[1] Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, In: Garcia, R. (2004): Sobre a Terra, pp. 121

Protocolo de Quioto
Consciente de que o compromisso voluntário da Convenção Quadro das alterações climáticas de tentar estabilizar as concentrações dos países desenvolvidos ao nível de 1990 não era suficiente, a comunidade internacional começou a negociar um acordo mais ambicioso. Daí surgiu o Protocolo de Quioto, adoptado em 10 de Dezembro de 1997 pelos países presentes na 3ª Conferência das Partes à Convenção Quadro das alterações climáticas em Quioto, Japão. Este protocolo entraria em vigor quando pelo menos 55 países desenvolvidos procedessem à sua ratificação, representando, pelo menos, mais de 55% das emissões de CO2 equivalente em 1990 estimadas para os países desenvolvidos, o que se verificou a 16 de Fevereiro de 2005 com a entrada da Rússia.

Este documento prevê uma redução a nível global de pelo menos 5% das emissões de gases com efeito de estufa nos países desenvolvidos no período entre 2008 e 2012, em relação aos seus valores de 1990. Na Europa é prevista uma redução de 8%, nos Estados Unidos 7% e no Japão 6%; a Federação Russa e a Nova Zelândia precisam apenas de estabilizar as suas emissões; a Noruega, a Austrália e a Islândia podem aumentá-las em 1, 8 e 10%, respectivamente.

Instrumentos Nacionais
O principal motivo para o grande aumento das emissões nacionais de gases de estufa, em relação ao valor estabelecido pelo Protocolo de Quioto, é a produção de energia e os transportes. É neste contexto, que surgem os documentos nacionais para as emissões dos gases de estufa: o Projecto SIAM, que analisa os efeitos das alterações climáticas no país e o Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) que estabelece medidas para o cumprimento da meta portuguesa no quadro Europeu.

Referências
Garcia, R. (2004): Sobre a Terra, Público, Lisboa
Chiras, D. (2001): Environmental Science, Londres
Ferreira, F. (2005): Alterações Climáticas: o maior desafio ambiental do século XXI, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa

Thursday, November 02, 2006

O Regresso

Ora aqui está o regresso à bruma de D. Sebastião. Mais um segundo de demora e perdia a vista, pois o avião começava a baixar e virar de encontro à pista do aeroporto... lembro-me de pensar "É agora ou nunca", e foi...

Albufeira Agosto 2006


Praia das Rochas Baixinhas ou lá o que é... alta image ahm??
Grande semana, "se não der, não der...", bifes e bifas a dar com pau!
Bijos ao pessoal :)

Tuesday, October 17, 2006

Cold Mountain (Charles Frazier)


"Without pausing even for salutation Inman said, Who put out your pair of eyes?
The blindman had a friendly smile on his face and he said, Nobody. I never had any.
That took Inman aback, for his imagination had worked in the belief that they had been plucked out in some desperate and bloody dispute, some brute fraction. Every vile deed he had witnessed lately had been at the hand of a human agent, so he had about forgot that there was a whole other order of misfortune." (pág. 8)

“Ada sat on long enough to watch the day rise. The first grey light began gathering faintly, and then as the light built the mountains began to form themselves, retaining the dark of night in their bulk. The fog that clung to the peaks lifted and lost the shapes of the mountain and dissipated in the warmth of the morning. In the pasture the forms of trees remained drawn in dew on the grass beneath them. When she stood to walk down to the house, the smell of night still lingered under the two chestnut trees.” (pág. 63)

“But if one had not the slightest hint towards finding what one´s nature was, then even stepping out on the path became a snaggy matter.” (pág.66)

“He stopped and pissed in the dirt. Before he was hardly done, spring azure butterflies alit on it to drink, the colour of their wings in the sun like blued metal. They seemed to him things too beautiful to be drinking piss. It was, though, apparently the nature of the place.” (pág. 72)

"You´re left with only your scars to mark the void. All you can choose to do is go on or not. But if you go on, it´s knowing you carry your scars with you." (pág. 421)

"The world was such an incredibly lonely place, and to lie down beside him, skin to skin, seemed the only cure." (pág. 429)

"Inman sat up with the blanket around his waist. He had been living like a dead man and this was life before him, an offering within his reach." (pág 430)

Sunday, October 15, 2006

Ecologia

“Ecologia urbana”, conceito nascido em Chicago após a Primeira Guerra Mundial, que iniciou o seu desenvolvimento em França, mais precisamente em Metz, capital da Lorena.
Metz foi alvo de planos audaciosos na década de 60 que desafiavam o tecido histórico da velha cidade galo-romana: demolição dos bairros antigos, criação de grandes artérias urbanas e de estradas nas margens do rio, instalação da siderurgia à beira-mar, etc; ao fim de algum tempo, «cinco dos mais importantes bairros do centro da cidade (…) não passavam de campos de escombros», com a deslocação dos seus habitantes para a periferia e para os subúrbios.
No entanto, pode-se dizer que Metz foi salva pela revolução cultural de Maio de 68, com a qual chegaram ideias novas ao Velho Continente. Entre elas, a ecologia.
Em tal situação, a consciência colectiva dos habitantes de Metz levantou «violentos protestos contra o massacre da cidade e do seu património antigo», o que levou ao poder uma nova municipalidade em 1971.
Nasceu então o conceito de “ecologia urbana”, que iria, em três meses, alterar completamente a cidade.
Aqui foi criado e instalado o Instituto Europeu de Ecologia que, «em relação estreita com a cidade, (…) sugeriu novas vias de reflexão, novos conceitos e, sobretudo, uma nova lógica de urbanismo.»
A promoção da ecologia urbana deve-se a um investigador deste Instituto, Roger Klaine. Este propôs conceber os «ordenamentos urbanos de modo a favorecerem a eclosão das potencialidades de cada um, satisfazendo as suas necessidades não expressas», oferecendo «ordenamentos – sobretudo micro-ordenamentos – que permitissem aos habitantes encontrar o contacto directo com a Natureza (…)».
Alguns exemplos práticos da instalação deste conceito em Metz são a restauração do património antigo, a aquisição do hábito de dar passeios na cidade e a criação, pelos infantários, de jardinzinhos onde as crianças se familiarizam com os legumes e as flores.
Por consequência, esta cidade adquiriu o merecido estatuto de património francês e europeu, distinguindo-se igualmente pela qualidade dos seus espaços verdes.
No entanto, «a ecologia urbana não diz apenas respeito aos imóveis e aos monumentos, à água e às pedras, às árvores e às flores; é também uma gestão prudente das energias e um tratamento adequado dos resíduos.»
Outro exemplo a seguir é a Empresa de Electricidade de Metz, que fornece, «graças à sua central térmica, água quente ao mesmo tempo que electricidade: um exemplo de “cogeração” que alimenta uma importante rede de aquecimento urbano.»
Para finalizar, considero que é de sublinhar que esta “cidade-modelo” foi criada muito «graças à vontade afirmada do seu presidente da câmara», mas muito mais importante, graças aos eleitores que o colocaram em tal posição.

Bibliografia:
PELT Jean-Marie e STEFFAN Frank, A Terra como Herança, Editora: Editorial Inquérito, 2001