Friday, April 27, 2007

My Humps

Para quem não conhece (e para quem conhece) o lado cómico, muito cómico, de Morissette, aqui fica o vídeo/gozo a Fergie com My Humps:

http://www.youtube.com/watch?v=W91sqAs-_-g

Em termos musicais, faz-me lembrar os tempos de Supposed Former Infatuation Junkie (bons tempos). Pode ser que tenha voltado ao bom gosto. :D

Thursday, April 26, 2007

Utrecht Janeiro 2006





Palavras para quê? Palavras para quê? Para quê palavras?
Mal posso esperar para lá voltar. Mal posso esperar para conhecer Amesterdão.
Devo ter sido Holandesa noutra vida. Ou não.
A bicicleta já tenho.

Monday, April 23, 2007

Elefante Africano II


A impressão de grande adaptabilidade, de capacidade de sobrevivência e de locomoção, digna do mais perfeito "todo-o-terreno" (...), é totalmente oposta à sensação de peso e de lentidão que o elefante dá (...).Os maiores machos chegam a pesar 6000 kg, alimentam-se de cerca de 300 kg diários de vegetais variados e utilizam 150 l de água para beber ou tomar duche.

A Tromba
Revolucionária aquisição evolutiva - é não só o órgão mais característico da sua anatomia, como também uma das mais prodigiosas «invenções» na história evolutiva dos Mamíferos. Este órgão, que no elefante africano termina em dois lábios digitiformes, consegue apanhar com toda a delicadeza uma folha ou uma borboleta do espinhoso solo da estepe. O seu fino tacto é reforçado pelo olfacto e pelo sentido do gosto. (...) Em contraste com a sua delicadeza, a tromba do elefante é um braço vigoroso que pode despedaçar fortes ramos e descarregar violentos golpes contra os inimigos. Possui também uma grande capacidade de absorção, pelo que o animal a usa para beber água e para dar duche a si próprio, uma vez que a capacidade da tromba é de 9 litros. Absorvida a água, o elefante mete a ponta da tromba na boca e expele o líquido ao mesmo tempo que o vai ingerindo. Esta complicada manobra fisiológica é possível graças à acção de uns músculos especiais que o elefante possui no tórax, sendo a força absorvente da tromba vital nas épocas de seca, quando o animal, cavando com as suas defesas autênticos poços artesianos no leito dos rios seco, pode sugar a água suficiente para sobreviver (...). A tromba é igualmente muito útil como pulverizador, porquanto os elefantes têm o costume de enchê-la de pó fino (...) para se aspergirem minuciosamente depois de tomarem banho.(...) Quando os elefantes pressentem algum perigo, levantam a tromba como se fosse um periscópio e procuram perceber de que lado sopra a brisa, com os orifícios nasais bastante abertos.

O aparelho mastigador
Porque é que a mastigação de uma grande quantidade de matérias duras e fibrosas poderia constituir um obstáculo insuperável na vida do gigante? Muito simplesmente porque os seus molares se desgastariam demasiadamente depressa e o animal, desdentado, morreria de fome por não poder triturar os alimentos de que precisa para sobreviver. Nos elefantes africanos, o problema resolveu-se mediante um sistema de reposição dentária que é verdadeiramente notável: (...) molares de reserva, que empurram e eliminam a peça que já não serve quando a coroa desta se desgasta totalmente. (...)

O aparelho locomotor
Quando os elefantes caminham, a planta dos seus membros distende-se ao apoiar-se no solo e torna a contrair-se quando o proboscídeo a levanta, o que se revela de grande utilidade para que os gigantes não se atolem no lodo. (...) O elefante (...) alcança durante o andamento normal uma velocidade de 7 km/h; quando tem pressa de chegar aos bebedouros ou atravessa terrenos perigosos, desloca-se a grandes passadas, numa média de 16 km/h; quando ataca ou foge, pode chegar aos 40 km/h e mantê-los durante um curto período.(...) No Parque das Cataratas de Murchison, no Uganda, é frequente verem-se elefantes descer a custo as escarpadas margens do Nilo, a fim de alcançarem as suculentas plantas que crescem perto da água, sendo assombrosos a precaução, a exactidão dos movimentos e o equilíbrio da sua força nestes exercícios. Os elefantes nadam maravilhosamente e conseguem atravessar rios muito largos, conservando a tromba fora de água (...).

Wednesday, April 18, 2007

Musical Addiction - A Camp


"The Cardigans' Nina Persson never considered herself rock star material. Even with the worldwide success of her band's song "Lovefool," Persson still saw herself as a fan who loved to make music and write songs. To continue with that, Persson founded the experimental indie act A Camp in 1997. She and Swedish musician Niclas Frisk came up with the project one evening after meeting in a bar. A friendship was born and nine songs were eventually composed, but Persson was called to road to support the Cardigans' fourth album, Gran Turismo. By 2000, A Camp resumed schedule. Persson got Sparklehorse's Mark Linkous in the production seat for her first solo album while boyfriend/Shudder to Think guitarist Nathan Larson and Frisk added instrumentation. From there, A Camp collected a quirky, sweet sound and debut single "I Can Buy You" arrived in summer 2001. Persson's A Camp also wowed audiences at V2001 in England a month prior to issuing her first self-titled album. "
.
Pois bem, aí está mais uma pérola da minha voz favorita, Nina Persson.
Trata-se de um daqueles casos raros em que uma música é melhor que a anterior, quase impossível de destacar as preferidas. São todas umas fofas mas, assim de repente, recomendo I Can Buy You, Angel of Sadness, Song For The Leftovers (winda), The Same Old Song (ganda malha!), Oddness Of The Lord (ganda bomba!) etc. (mais um bocadinho e eram todas).
E claro, o pormenor delicioso de a última música se entitular Elephant. Lindo! :D
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Uns fofos, todos.

Sunday, April 08, 2007

World Trade Center

Que filme tão fraquito, uma desilusão, especialmente quando vem de um realizador tão peculiar como Oliver Stone (Alexandre pode ser secante mas faz juz ao cognome O Grande porque também o é).
Só para dar uma ideia, numa cena que pretende criar drama nos escombros com a personagem de Michael Peña a desesperar ao som de tiros, deu-me pra rir, de tal forma é filmada a cena...

Só para dar outra ideia, já vi telefilmes mais emocionantes e arrepiantes que este WTC.

E ainda outra ideia, o Marine super-herói é pra rir, só pode...

É pena ver Maggie Gyllenhaal a tentar subir à superfície (claro que o consegue) e Maria Bello debaixo de uma caracterização no mínimo ridícula (bons tempos os de History Of Violence).

Não aquece nem arrefece (e já vai com sorte!).



Este já é um bom filme, apesar de concordar que não é o melhor de Scorcese. É muito certinho, sim, os actores valem ouro nas suas interpretações, sim (Damon e DiCaprio arrebentam tudo), a violência é in your face, certo, mas... Oscar de Melhor Filme? Talvez, fico na dúvida até ver todos os outros candidatos.

O final desapontou-me um pouco, afinal tanta coisa... para isto.



Cada vez me convenço mais que não percebo nada de cinema porque este aclamadíssimo Little Miss Sunshine vai directamente para a prateleira dos filmes de que não gostei (mesmo). Se provocou riso foi mais numa de "Ai que parvoíce"; Alan Arkin Melhor Actor Secundário? Prémio de carreira mesmo.

O melhor do filme é realmente o brilhante Steve Carrel (quem o viu em Virgem de 40 Anos e quem o vê aqui...), num personagem suicidário (expressivas olheiras).

Claro que Abigail Breslin é um pequeno achado, mas só isso não vale um filme.

Tenho pena de não ter gostado deste filme de culto que ganhou o Oscar que eu mais valorizo, o de Argumento Original (tal como Lost In Translation, esse sim um filme de culto para mim).

Thursday, April 05, 2007

Still (Dogma OST)



Há uns anos atrás, quando ainda fazia música de jeito, Alanis Morissette espremeu uma pérola do seu reportório, para acompanhar outra pérola, o filme Dogma de Kevin Smith, onde Ben Affleck e Matt Damon são dois anjos renegados por Deus, nada mais nada menos que... Morissette.

Aqui fica a letra (melhor que a música) de Still, Deus segundo Alanis Morissette:






Still
I am the harm which you inflict / I am your brilliance and frustration / I'm the nuclear bombs if they're to hit
I'm your immaturaty and your indignance / I am your misfits and your praised / I am your doubt and your conviction
I am your charity and your rape / I am your grasping and expectation / I see you averting your glances / I see you cheering on the war / I see you ignoring your children
And I love you still And I love you still
I am your joy and your regret / I am your fury and your elation / I am your yearning and your sweat / I am your faithless and your religion / I see you altering history / I see you abusing the land / I see you and your selective amnesia / And I love you still And I love you still
I am your tragedy and your fortune / I am your crisis and delight / I am your profits and your prophets / I am your art, I am your bytes / I am your death and your decisions
I am your passion and your plights / I am your sickness and convalescence / I am your weapons and your light / I see you holding your grudges / I see you gunning them down / I see you silencing your sisters / And I love you still And I love you / I see you lie to your country
I see you forcing them out / I see you blaming each other
And I love you still
I love you still

Tuesday, April 03, 2007

The Cardigans

A minha banda favoritíssima merece um espacinho no meu espaço :O aqui fica a letra de uma das melhores deles, talvez a melhor letra:


Couldn't Care Less

(Long Gone Before Daylight)
All music by Peter Svensson
All lyrics by Nina Persson


oh, my heart can't carry much more
it's really really aching and sore
my heart don't care anymore
I really can't bear more


my hands don't work like before
I shiver and I scrape at your door
my heart can't carry much more
but you couldn't care less, could you?
your face don't look like before
it's really not like yours anymore
your eyes don't like me no more
they quiver and they shift to the floor

my heart don't beat like before
it's never been this slow
o, my blood don't flow anymore
and you couldn't care less, could you?
could we stop and sleep for a spell
we can turn this ditch into a well
and send that old devil back to hell
but we really don't care, do we?
baby, let's stop and sleep for a spell
we can turn this ditch into a well
and send that old devil back to hell

your back's not straight like before
you really shouldn't carry me no more
I'm much too heavy for you
I'm really quite a mess, yes

we just don't care anymore
we're crooked and we're cut to the core
we're just not there anymore
but we really don't care, do we?
no, we couldn't care less
we couldn't care less, could we?

Monday, April 02, 2007

Ocean´s Twelve


Que grande surpresa foi este filme! Já tinha ouvido falar tão mal desta sequela que não tinha grandes expectativas... o que é óptimo porque normalmente gosto dos filmes dos quais não espero grande coisa (e vice-versa).
Adorei a peça, com o bom gosto de retirar protagonismo a Clooney e distribuí-lo por actores tão bons como Pitt (num personagem pirosíssimo e irritantemente sempre a comer), Zeta-Jones (impecável), Damon (um fofo) e Roberts (surpreendente). Esta protagoniza a cena mais divertida do filme com Bruce Willis, aqui numa espécie de cameo elaborado e muito, muito sagaz.
O twist final deste Ocean´s Twelve é engraçado mas nada de deixar de boca aberta como no primeiro. Ocean´s Eleven valia mais pelas engenhocas e pelo team work. Este vale mais pelos actores e pelas private jokes, como a subtil insinuação da suposta rivalidade entre Zeta-Jones e Roberts.
Adorei o filme. Fartei-me de rir. Altamente

Tuesday, March 27, 2007

Elefante Africano


Introducing... Loxodonta spp.... mais uma paixão. Esta bem grande.
O elefante africano é o maior animal terrestre. Enquanto os machos medem cerca de três metros na altura do ombro e pesam entre cinco mil e seis mil quilos, as fêmeas medem cerca de 2,5 metros até ao ombro e pesam entre três mil e 3,5 mil quilos.

"As guerras permanentes em que quase todos os países africanos se viram envolvidos, levou a que esta espécie tenha desaparecido de vastos territórios, já que a venda das suas presas permitia às tropas garantir parte da quantidade de armamento necessário para as suas guerras, que na maior parte das vezes aconteciam por questões tribais.
Em alguns locais, foram criadas reservas para a sua protecção, o que levou a uma sobrepopulação em alguns desses parques. Como resultado deste aumento do número de animais, as reservas abrem periodicamente as suas portas a caçadores, que podem caçar, com autorização, alguns elefantes mais velhos ou os mais problemáticos. Este procedimento alivia a pressão sobre a caça clandestina nos locais onde existe menor número de exemplares e mantém as manadas controladas dentro das reservas."

É uma pena abrirem épocas de caça a elefantes porque atingem números excessivos (míseros milhares quando se o homem não os dizimasse seriam centenas de milhares) e não abrirem caça ao Homem... também está em número excessivo... ah é verdade, isso já os africanos fazem entre si.

Tuesday, March 06, 2007

Fotos 2006 II

É o que dá o amor pela calçada... Esta é ericeirence, mas todos os dias passo por outro no campus da fct :)

Dezembro na Ericeira, praia dos pescadores.


Thursday, March 01, 2007

The New World

Peço permissão à autora do seguinte parágrafo, roubado do seu blog asimagensprimeiro, para o partilhar no meu:

«É mais que um filme, é uma experiência. É um arrepio sensorial, um convite à contemplação. Entramos nele e sentimos. O vento como que nos faz tremer a pele, a água como que nos toca as mãos. É um poema, uma peça de teatro. É Romeu e Julieta, é uma apologia da bondade (que pode trazer outra bondade mas nem sempre felicidade). É um retorno às origens, é traço de uma pintura paisagística. É génesis e é magia. É simples, é profundo. É documental, é histórico, é antropológico. É um concerto de música, é um suspiro de duas horas e trinta. É novo, é um retornar ao antigo. É o melhor filme do ano. »

Nada a acrescentar, correndo o risco de estragar.

Sunday, February 11, 2007

Fotos 2006

Gosto tanto desta foto, tirada por mim, quase que tirada a mim.
Por isso tinha que a por aqui para respirar o mundo e para que o mundo a respire.


E esta também tá gira...! É quase um tributo ao anonimato ou coisa assim...
Tanto dá para ver o homem a olhar para o miúdo num instante pai-filho, como estar virado para lá, para a parceira de jogo... é o que se quiser. Sugestões...?

Thursday, February 08, 2007

Lucky Number Slevin


O realizador Paul McGuigan, o mesmo de Wicker Park (um dos meus predilectos e também com Josh Hartnett) muda radicalmente de estilo e apresenta-nos a sua visão do submundo gangster, com um filme inesperadamente violento (os trailers davam mais a ideia de comédia com pozinhos de thriller que outra coisa).


Josh Hartnett é Slevin, acabado de chegar a Nova Iorque e confundido com o seu amigo Nick Fisher, sendo por isso apresentado aos barões da máfia e arqui-inimigos The Boss (Morgan Freeman, igual a si próprio, ou seja, igual a dezenas de outras personagens) e The Rabi (Sir Ben Kingsley, irreprensível na obsessão e fanatismo necessários à compreensão da personagem).
Lucy Liu é Lindsay, a vizinha do misteriosamente desaparecido Nick, que mergulha no mistério e dá de caras com Bruce Willis. Slevin é então encarregue de pagar uma dívida de Nick e para isso são-lhe dadas 48h para "despachar" o filho do Rabi.

Não aprecio particularmente o tipo de filme que parte da premissa em que nada é o que parece, mas se não for levado muito a sério, até é engraçado, apesar de não ser extraordinário. Acaba por apresentar uma reviravolta interessante, com o defeito de ser pouco (quase nada) verosímel, daqueles casos em que o golpe é tão bem planeado que tudo corre como previsto. A única coisa que acontece fora dos planos é, pois claro, o chamado "amor". É sempre bonito, sim, é verdade, mas o romance sai falseado pela reviravolta do filme, uma vez que (atenção ao spoiler!!) se te apaixonas por um inocente e distraído desconhecido, é pouco provável que no dia seguite, ao descobrires a sua verdadeira identidade (de assassino, diga-se de passagem), sigas o seu rumo. Mas pronto, é filme e damos o desconto.
Os diálogos da primeira metade do filme, supostamente um trunfo, pareceram-me pouco originais, não resultando o objectivo de serem cómicos, e quando assim é, tornam-se algo pobres.

Este filme fica na categoria do "Não Aquece Nem Arrefece"; vale o euro que paguei pelo aluguer, mais que isso nem por isso.

Friday, February 02, 2007

Top 10 2006

1 - Brokeback Mountain
2 - The New World
3 - V for Vendetta
4 - Pride & Prejudice
5 - Paris Je T´Aime
6 - House Of Flying Daggers
7 - History of Violence
8 - Superman: Returns
9 - The Departed
10 - Blood Diamond






Filmes por ver e que provavelmente entrariam no top: Marie Antoinette, 007 - Casino Royale (eu que não suporto os 007´s...), The Squid and the Whale, Children of Men, etc.

Filmes mais ou menos (não aquece nem arrefece): Miami Vice, Memoirs Of A Geisha, Hard Candy, Match Point, Walk The Line, Inside Man, Casanova, Lucky Number Slevin, World Trade Center.

Filmes que não gostei (mesmo...): Babel, The Prestige, Lady In The Water, The Black Dahlia, Brothers Grim, Little Miss Sunshine.

Thursday, February 01, 2007

Assim Não

Em assimnao.org podemos ler: "O aborto legal não é meio adequado à eliminação desse sofrimento, à eliminação ou mesmo à redução substancial do mal que é o aborto. Nós não queremos simplesmente acabar com o aborto clandestino, nós queremos acabar com o aborto. E para acabar com o aborto não se oferece o aborto.
Se todos concordamos que o aborto é mau, que o aborto é sofrimento, porque é que ele deve ser a “alternativa” a oferecer às mulheres?"
Assunção Cristas 30 de Janeiro de 2007

"Ora, ou é uma vida ou não é. Se é – e é – só podemos defender que viva. Não é possível, nem lógico, nem “moderado” dizer que é mais ou menos uma vida, que a mulher é que sabe se é vida ou não ou que só é vida se eu acreditar que sim. As coisas não são assim, às vezes as coisas são irremediavelmente mais simples."
Inês Teotónio Pereira 26 de Janeiro de 2007

"A pena de morte foi considerada normal para passar a ser repudiada, pois o direito à vida foi reconhecido e legalmente defendido – veja-se a Declaração dos Direitos do Homem.
Vamos repudiar a vida agora?"
Paula Braz Machado 21 de Janeiro de 2007

"Sabia que:
- A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.
- Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).
- Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento."

Os defensores do "Sim" consideram que o facto de Portugal ser o País da Europa com maior número de adolescentes grávidas é um "problema dramático", palavras de Lídia Jorge. Essa sra. devia ser posta mais vezes a falar na praça pública: qualquer pessoa com meio palmo de testa confronta-se assim com o porquê de não ser pelo Sim e defronta-se com a mediocridade dos seus defensores. Ora bem, se o facto de grande parte dos adolescentes actuais que iniciam a sua vida sexual aos 12 anos (antes? pré-adolescentes então) e de cada namorado/namorada por semana ser uma nova relação sexual não é tido como uma fonte de futuras mães adolescentes, o facto de a ausência de educação sexual (aposto que ausência de educação em casa) não é considerado uma causa de tal problema dramático, então pois claro, aborto convosco meninas-que-são-o-máximo-na-promiscuidade-mas-afinal-são-o-máximo-de-coitadinhas. Coitadinhas mesmo. É certo que tudo o que seja valores vindos de fora, ou seja, da sociedade portuguesa e ocidental (tv, revistas, sei lá mais o quê), lhes diz para serem promíscuas (gosto tanto desta palavra e não suporto a sua personificação), senão são «párias sociais» («Sabes o que quer dizer "pária"? / Nem sei o que quer dizer "social»), mas o que me intriga é: se são tão crescidinhas para desfrutarem tão bem de relações sexuais, porque não desfrutarem tão bem ou melhor das suas consequências tão naturais e humanas? Ah talvez os paizinhos não lhes digam: "Filha/filho, força aí com o namorado/namorada, mas fica sabendo que pode acontecer uma coisa chamada gravidez, ok? Mas pronto, caso aconteça, pode ser que a lei passe e aborto contigo! Ahm, contigo não, com "a coisa humana" que daí vem...".
Aborto convosco indeed.

Tuesday, January 23, 2007

Oscares 2007

E os nomeados são:

Actor principal
- Leonardo DiCaprio por Blood Diamond
- Ryan Gosling por Half Nelson
- Peter O´Toole por Venus
- Will Smith por The Pursuit of Happyness
- Forrest Withaker por The Last King of Scotland

DiCaprio é o grande actor da actualidade da sua geração, Gosling a grande surpresa, O´Toole o veterano, Smith o outsider e Withaker o favorito (levou o Globo de Ouro o malandro) :D

Actriz principal
- Penélope Cruz por Volver
- Judy Dench por Notes on a Scandal
- Helen Mirren por The Queen
- Merryl Streep por The Devil Wears Prada
- Kate Winslet por Little Children

Cruz é brava, Dench habituada às lides, Mirren favorita, Streep é pra mim a melhor actriz viva (não conheço muito as mortas :p), Winslet é pra mim a melhor actriz da sua geração e sempre a minha favorita :D

Actor Secundário
- Alan Arkin por Little Miss Sunshine
- Jackie Earle Haley por Little Children
- Djimon Hounsou por Blood Diamond
- Eddie Murphy por Dreamgirls
- Mark Whalberg por The Departed

Murphy é o grande favorito, já levou o Globo de Ouro...

Actriz Secundária
- Adriana Barraza por Babel
- Cate Blanchett por Notes on a Scandal
- Abigail Breslin por Little Miss Sunshine
- Jennifer Hudson por Dreamgirls
- Rinko Kikuchi por Babel

A par de Winslet, Blanchett "arrebenta" com tudo sempre que lho permitem, mas... Hudson é favorita... Globo de Ouro e tudo... talvez haja aqui surpresa com uma menina de Babel :D

Realizador
- Alejandro González Iñárritu por Babel
- Martin Scorcese por The Departed
- Clint Eastwood por Letters From Iwo Jima
- Stephen Frears por The Queen
- Paul Greengrass por United 93

Este ano tem que ser o ano do Scorcese, senão o mundo cinéfilo deixa de acreditar nos Oscares!

Filme:
- Babel
- The Departed
- Letters From Iwo Jima
- Little Miss Sunshine
- The Queen

Iwo Jima parte à frente... we´ll see...

Argumento Adaptado:
- Borat (como...???)
- Children of Men
- The Departed
- Little Children
- Notes on a Scandal

Come again...? Borat??? Aposto em Little Children...

Argumento Original:
- Babel
- Letters From Iwo Jima
- Little Miss Sunshine
- Pan´s Labyrinth
- The Queen

Little Miss Sunshine convosco!!!!

Friday, January 05, 2007

Paris Je T´Aime


Bela peça. Belo conjunto de peças. As melhores curtas são a da Natalie Portman (como não podia deixar de ser....), a da mesquita (apesar do diálogo utópico) e a da oficina ("Acreditas em almas-gémeas?...), realizado por Gus Van Sant, o mesmo de Elephant. A de Walter Sales, realizador de Cidade de Deus e O Fiel Jardineiro, é a mais fraca.

Gostei. Gostei muito.

Monday, December 18, 2006

Parques Naturais



National Geographic Outubro 2006
Especial Parques Naturais – Santuários Sobre Cerco

Pág. 23: “(...) nenhuma das outras formas de protecção tem a força de um parque nacional. Nenhuma encarna a ideia de uma relação especial entre o corpo dos cidadãos de um país (usufrutuários no presente, garantias do futuro) e uma valiosa e estimada parcela do mundo natural. Só os parques nacioais têm essa força. Os parques nacionais são representattivos dos dons especiais de um país... e dos seus ideais.
O Parque Nacional do Serengueti diz ao mundo que os cidadãos da Tanzânia, aceitando o fardo de algum incómodo, se consideram previligiados por abrangerem, dentro das suas fronteiras, uma vasta pradaria cheia de leões. O Parque Nacional de Galápagos atesta que os cidadãos do Equador reconhecem as extraordinárias riquezas biológicas do arquipélago, mas também o papel crucial que as ilhas representaram na história da ciência, através de Charles Darwin. O Parque Nacional de Ujung Kulon, na extremidade ocidental de Java, simboliza o esforço empenhado da Indonésia para assegurar a sobrevivência dos terrivelmente ameaçados rinocerontes-de-java. O Parque Nacional dos Fiordes recorda-nos que a Nova Zelândia é a Noruega do Sul.
(...) o Parque (Nacional de Gir, na Índia) e a sua zona tampão não existiriam hoje sem a atitude visionária assumida há mais de cem anos por um potentado local. O nababo de Junagadh, para o qual o leão era precioso, principalmente como espécie venatória. (...) Os leões de Gir tinham sido caçados em excesso, restando um número perigosamente reduzido da sua população. Por esse motivo, no início do século XX, decretou uma proibição temporária da caça ao leão, estabelecendo a protecção florestal de Gir como reserva de vida selvagem de facto. (...)

(...) O Parque Nacional de Yellowstone abrange 8.992 km2 de floresta, pradaria e águas – um território rectangular com lados que medem 87 por 101 kms. É relativamente grande para um parque, mas não suficientemente grande para assegurar a longo prazo a preservação da população de ursos-pardos. (...)”

Os Parques em Debate
Pág 34: “O vale (do Parque Nacional) de Yosemite (EUA) é atravessado por uma frota de autocarros híbridos, alimentados a gasóleo e electricidade. Cerca de 75% dos 3,4 milhões de visitantes anuais do parque utilizam o serviço gratuito (...). O trânsito atormenta parques, mas há excepções, como no Parque Nacional de Zion. Há seis anos, o Serviço de Parques proibiu praticamente todos os veículos de percorrer a estrada que liga as atracções masi populares de Zion na época alta. Entre Abril e Outubro, autocarros silenciosos alimentados a propano transportam os visitantes, eliminando quatro mil viagens de carro diárias. Custo de funcionamento dos autocarros? Menos de um euro por ano e por visitante. Benefícios? Menos tensão e ruído, mais qualidade do ar e sossego. E voltou a ser possível ouvir o rio Virgin serpenteando pelo desfiladeiro.”

Pulmões Urbanos
Pág. 56: “A Cidade das Luzes é também uma cidade verde, com uma panóplia de parques e jardins onde os parisienses descansam e rejuvenescem.”
Pág. 68: “(...) para os parisienses, qualquer local da cidade serve para fazer de parque ou de jardim: varandas minúsculas, fábricas de automóveis abandonadas, garagens de estacionamento falidas, instalações ferroviárias abandonadas e, até, a gigantesca fachada curva de um novo museu. Sacrificam a largura das avenidas em benefício da existência de trilhos para bicicletas, protegidos por árvores de copa frondosa. Defendem a criação de jardins comunitários, em vez de apartamentos ou centros de congressos. Renunciam a uma movimentada auto-estrada urbana ao longo do Sena para desfrutar uma praia fluvial temporária. Em cada terreno baldio, vislumbram a hipótese de uma catedral verdejante.

(...) Nos últimos cinco a dez anos, o plantio de árvores e a criação de novos parques em cidades registou um crescimento explosivo. Segundo artigos científicos recentes, os espaços preenchidos por vegetação frondosa filtram a poluição e capturam partículas minúsculas de sujidade e fuligem: as árvores das ruas podem reduzir as partículas em suspensão libertadas pelos tubos de escape. As folhas das árvores também bloqueiam a luz solar, criando ilhas de arrefecimento na cidade.”

Segundo estudos em bairros sociais de Chicago, “as pessoas residentes em edifícios próximos das áreas verdes tinham um espírito comunitário mais apurado e lidavam melhor com as tensões do quotidiano. Eram menos agressivas, menos violentas, atingiam melhores níveis de desempenho em testes de concentração e conseguiam gerir os seus problems de forma mais eficaz. E também se sentiam mais seguras... e com razão! Um estudo sobre crimes violentos (...) demonstrou que, no interior de edifícios com vegetação próxima, desde que esta não prejudicasse a visibilidade, e nas suas redondezas, só se registavam metade dos crimes, comparativamente com áreas sem vegetação. Segundo Frances Kuo, quanto mais verde o espaço circundante, mais baixa a taxa de crimes contra pessoas e bens. A equipa também identificou menos lixo e graffiti em paisagens naturais.

(...) Os cientistas descobriram que as crianças com défice de atenção registavam uma diminuição dos sintomas quando expostas a ambientes naturais. Os pais relataram que as capacidades de concentração, de realização de tarefas e de cumprimento de indicações das crianças melhoraram dramaticamente depois de brincarem em espaços verdes. (...) Viver numa cidade, sob a pressão do ruído e do trânsito, dos conflitos e das exigências, torna-nos “irritáveis e impulsivos”, diz Frances Kuo. Em contacto com a natureza, refrescamos a mente e repousamos a atenção reflexiva, rendendo-nos à atenção espontânea e reparando frequentemente, de forma involuntária, nos estímulos provocados nos nossos sentidos pelo ambiente que nos rodeia. (...) Dois importantes estudos sobre centros urbanos populosos da Holanda e do Japão demonstraram que os seres humanos que vivem em zonas com fácil acesso a espaços verdes onde podem caminhar gozam de melhor saúde e a sua taxa de mortalidade é inferior à das pessoas sem esse acesso. Investigações na área da saúde humana sugerem que até um contacto relativamente passivo com a natureza permite baixar a tensão arterial e os níveis de ansiedade.

Os responsáveis políticos pelo planeamento já terão compreendido esta mensagem. Em 2003, a Conferência de Presidentes dos Municípios dos EUA aprovou uma resolução para promover a preservação e o cultivo de novas árvores e florestas nos ambientes citadinos. Dois anos mais tarde, 50 líderes municipais do planeta assinaram a Declaração das Cidades Verdes no Dia Mundial do Ambiente das Nações Unidas, organizado em São Francisco. (...) Presidentes de municípios de todo o mundo decidiram traçar um novo rumo para o ambiente urbano, iniciando esforços para reduzir os resíduos e a poluição, melhorar o congestionamento e –
até 2015 – assegurar a existência de um parque público ou espaço aberto recreativo a menos de 500 metros de cada residente citadino.
(...) Investigadores como Frances Kuo têm provado que os parques urbanos representam um investimento público mínimo, mas com enorme retorno. “Os parques ajudam os seres humanos a tomar conta de si próprios. Talvez as cidades não tenham de gastar tanto em serviços sociais, médicos e de segurança para resolver os seus problemas”, diz."

Saturday, December 16, 2006

Charaaannn...!!



Obrigado... obrigado... tá boazita tá sim sr. Sim, sim, tem tirado boas notas e porta-se bem...

All hail the Vespa!!

"Então o teu blog, vai de vento em popa?

Sim. Ou melhor, vai de vespa em popa."...

Saturday, December 02, 2006

Energias Renováveis

National Geographic Agosto 2005

"Mais Poder – Onde estará a próxima solução energética?
Energia Solar: energia grátis com preço (pág.18)
(...) Aos níveis de eficiência actuais, seriam precisos cerca de 26 mil km2 de painéis solares para satisfazer todas as necessidades de electricidade dos EUA: segundo cálculos do Ministério da Energia dos EUA, esses painéis ocupariam apenas 7% dos telhados e passeios nas zonas urbanas. (...) Maioritariamente utilizados para aplicações térmicas, há cerca de 260 mil m2 de painéis solares instalados em Portugal.”

Energia Eólica: festim ou penúria?
(...) O total da capacidade eólica instalada na Dinamarca eleva-se actualmente a mais de três mil megawatts e satisfaz cerca de 20% das necessidades da energia eléctrica do país. Em toda a Europa, generosos incentivos criados para reduzir as emissões de dióxido de carbono provocadas pelo petróleo e pelo carvão provocaram um crescimento explosivo da energia eólica. O continente europeu é líder mundial no sector eólico, com quase 35 mil megawatts, equivalentes a 35 grandes centrais a carvão. Em Portugal, com o incremento da última década, a capacidade instalada é de 682 MW, correspondentes a 76 parques. (...)

Do lado das vantagens, a eólica e a solar podem proporcionar aquilo a que se chama energia distribuída: geram electricidade em pequena escala, perto do consumidor. Não é possível criar uma central a carvão privada, mas qualquer pode possuir uma turbina eólica, com baterias para os dias calmos. Quanto maior for o número de casas a produzir energia eólica, mais pequenas e baratas serão as centrais electroprodutoras e as linhas de transporte de electricidade

Biomassa: Cultive Combustível
(...) Apesar do ritmo lento, o mercado nacional de biomassa está agora muito activo e até final do ano representará 3% do consumo português de gasóleo. Aliás, também a biomassa pode ser usada para produção de energia eléctrica. (...) Em Portugal, desde 1999, há uma unidade industrial em Mortágua com uma potência instalada de 9 MW (o mínimo de rentabilidade estimado para uma unidade deste tipo).

Fusão: O Fogo Intermitente
A fusão é a mais prometedora das fontes energéticas do futuro, o fogo das estrelas nos lares humanos. Produzida no momento em que dois átomos se fundem num só, a energia por fusão poderia satisfazer enormes quantidades da procura no futuro. O combustível duraria milénios. A fusão não geraria resíduos radioactivos de longa duração, nem matéria para os terroristas ou os governos transformarem em armamento. Exige igualmente um dos mais complexos equipamentos existentes sobre a Terra.
(...) A fusão nuclear a quente é difícil, porque o combustível precisa de ser aquecido a uma centena de milhões de graaus aproximadamente, até que os átomos comecem a fundir. A essas temperaturas, o hidrogénio forma um vapor agitado e indisciplinado de partículas carregadas de electricidade, chamado plasma.. “O plasma é o estado mais comum da matéria em todo o universo, mas também é o mais caótico e menos facilmente controlado”, diz um físico. O desafio associado à criação e contenção do plasma é de tal forma grande que, até agora, nenhuma experiência de fusão rendeu mais de 65% da energia despendida para desebcadear a reacção."